No mês de maio de 2026, Sergipe fez história ao realizar os primeiros transplantes de fígado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (FBHC) foi o local escolhido para esses procedimentos pioneiros, que são fruto de significativos investimentos do Governo do Estado.
Para comunicar e detalhar este novo serviço, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e o Hospital de Cirurgia promoveram uma coletiva de imprensa, reunindo profissionais de saúde e veículos de comunicação sergipanos nesta quarta-feira, 10 de junho.
Com a implementação deste serviço, Sergipe se junta à lista de estados brasileiros que realizam transplantes de fígado, representando um avanço importante na saúde pública local. O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, enfatizou a importância do momento, afirmando que “esse momento é um marco histórico na saúde de Sergipe e é a prova de que investir em saúde transforma e salva vidas.”
“Para nós, é um imenso orgulho ver Sergipe realizar os primeiros transplantes hepáticos da sua história por meio do SUS, contando com uma equipe profissional formada por sergipanos”, destacou Mitermayer.
Além dos transplantes hepáticos, o contrato firmado entre a SES e o Hospital de Cirurgia também possibilitou a retomada dos transplantes renais, que estavam paralisados há 13 anos. Desde o início do ano, Sergipe já contabiliza 20 transplantes, sendo 18 renais e 2 hepáticos.
A interventora judicial do Hospital de Cirurgia, Márcia Guimarães, ressaltou que a saúde de Sergipe avança ao deixar de ser um estado sem centro transplantador de fígado. “Ficamos muito felizes pelos pacientes hepáticos que passam a não peregrinar tanto para realizar um transplante”, comentou.
O transplante de fígado é uma nova oportunidade de vida para pacientes com problemas hepáticos crônicos. Leandro Barros, chefe do Serviço de Transplante Hepático do Hospital de Cirurgia, explicou que a maioria dos casos é indicada para pessoas com tumores cancerígenos no fígado ou com sinais de falência do órgão. Ele destacou a importância de uma equipe preparada e comprometida para a realização dos procedimentos.
A doação de órgãos é fundamental para a realização dos transplantes. Em Sergipe, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) e a Central Estadual de Transplantes (CET) são responsáveis pelos processos de doação e captação. Até o momento, em 2026, foram registrados 27 doadores, com captações de três corações, 36 rins e 17 fígados.
“A realização de transplantes de fígado em Sergipe é um marco histórico do estado”, frisou o coordenador da CET, Benito Fernandez.
Fernandez também destacou que com a realização desses transplantes, os pacientes poderão ser atendidos em seu próprio estado, permanecendo mais próximos de suas famílias e com menores custos.








Fonte: Saúde – Sergipe
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