Sergipe lidera plásticas mamárias não estéticas, aponta Ministério da Saúde

Thalita Soledade
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Foto: Divulgação

Encontro discutiu acesso ao tratamento da endometriose, políticas públicas de saúde feminina e o fortalecimento da organização

Sergipe registrou a maior taxa do país de plásticas mamárias femininas não estéticas entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Ministério da Saúde citados em encontro com o senador Delegado Alessandro Vieira (MDB).

Durante a conversa, Alessandro destacou a importância de ouvir diretamente as mulheres que convivem com a doença para orientar a destinação de recursos e as ações do mandato. “Eu não passo pelo sofrimento que vocês passam, mas tenho a capacidade de ouvir, entender, aprender e focar naquilo que é mais importante. É assim que conseguimos transformar uma demanda real em ação”, afirmou.

O senador ressaltou que as ações voltadas às mulheres fazem parte do trabalho desenvolvido ao longo do mandato, com investimentos em saúde, capacitação, assistência e segurança, além da atuação legislativa na proteção dos direitos das mulheres. “Não é agora, na véspera da eleição, que a gente lembrou que mulher existe. É um trabalho que vem sendo feito ao longo do mandato e que precisa continuar com a participação e o engajamento de vocês”, disse.

Investimento no Opera Mulher

Entre as iniciativas destacadas durante o encontro esteve o Opera Mulher, programa do Governo de Sergipe voltado a cirurgias e tratamentos destinados à saúde feminina, entre eles procedimentos para endometriose, mamoplastia redutora e reconstrução mamária. Segundo o senador, foram destinados ao todo R$ 20 milhões ao programa.

Entre os resultados já consolidados, dados do Ministério da Saúde mostram que Sergipe realizou 788 plásticas mamárias femininas não estéticas entre janeiro e julho de 2026. O estado registrou 65,8 procedimentos por 100 mil mulheres, a maior taxa do país e mais de oito vezes a média nacional, de 8,02. No período, Sergipe respondeu por 8,95% das cirurgias desse tipo realizadas no Brasil.

Danielle Garcia destacou que os avanços no atendimento também alcançam mulheres com endometriose e lembrou que muitas pacientes enfrentavam dificuldades para conseguir acesso às cirurgias, chegando, em alguns casos, a depender de autorização judicial. “Tivemos um avanço significativo com as emendas que o senador destinou ao Opera Mulher. Antes, muitas vezes, a cirurgia só saía mediante autorização judicial, o que tornava tudo ainda mais difícil. Eu não tenho endometriose, mas tenho adenomiose em estágio inicial e sei o quanto os sangramentos e, sobretudo, as dores podem ser sofridos. Sem esses recursos, provavelmente não conseguiríamos realizar as cirurgias que foram feitas”, afirmou.

Ao abordar a parceria com entidades da sociedade civil, Alessandro destacou o trabalho desenvolvido em todo o estado. “Ajudamos mais de 400 associações, em todos os municípios. O dinheiro é de vocês, não estou fazendo favor nenhum. Estou trabalhando e cumprindo uma missão que vocês passaram para mim, e podemos continuar avançando nesse trabalho”, concluiu.

Com informações da assessoria do senador

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Thalita Soledade é jornalista e colaboradora editorial com atuação em múltiplos portais de notícias. Com olhar atento ao cotidiano informativo, contribui com cobertura abrangente de pautas regionais e nacionais, unindo agilidade na apuração com clareza na escrita.