A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reuniu, na quarta-feira, 4, equipes técnicas de vários setores da Rede Estadual para traçar o plano que será adotado durante a próxima sazonalidade das doenças respiratórias. O encontro aconteceu em Aracaju e teve como eixo principal a preparação da assistência pediátrica, faixa etária mais exposta a complicações provocadas pelos vírus circulantes nesta época do ano.
Conforme explicou a diretora operacional da pasta, Jurema Viana, a intenção é antecipar medidas que permitam atender todas as crianças que procurarem a rede pública. “Queremos chegar ao período crítico com estrutura suficiente para acompanhar os casos, evitar óbitos, ampliar a assistência e qualificar o cuidado”, afirmou.
Foco nos principais agentes virais
Durante a reunião foram analisados os dados epidemiológicos referentes aos vírus que predominam antes e durante o pico sazonal. Influenza A e B, além do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), continuam figurando entre os principais causadores de Síndrome Respiratória Aguda Grave em menores de cinco anos. Segundo a área de vigilância, a identificação precoce de aumento de casos é fundamental para acionar protocolos de internação e tratamento.
Novas ferramentas de prevenção
O diretor de Vigilância em Saúde, Marco Aurélio Góes, detalhou recursos recentemente incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Entre eles, a vacinação de gestantes contra infecções respiratórias provocadas pelo VSR e a aplicação do anticorpo monoclonal nirsevimabe em bebês prematuros. Essas intervenções, ressaltou Góes, têm potencial para reduzir de forma significativa a pressão sobre os serviços pediátricos durante a temporada de maior transmissão.
Recomendação à população
A SES lembra que qualquer sintoma gripal deve motivar a busca por uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde a avaliação clínica e a atualização do esquema vacinal podem evitar a evolução dos quadros para formas graves. A orientação vale especialmente para pais e responsáveis por crianças pequenas, já que essa parcela da população costuma apresentar maior necessidade de hospitalização.
Imagem: Divulgação
Com o planejamento em andamento, a secretaria pretende alinhar fluxos de atendimento, reforçar estoques de insumos e capacitar profissionais nos diferentes níveis de cuidado. A expectativa é que a antecipação dessas ações contribua para minimizar internações e óbitos no pico das síndromes respiratórias.
Com informações de Saude.se.gov
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