A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), referência estadual em partos de alto risco em Sergipe, mantém protocolos e fluxos estruturados para assegurar assistência qualificada a pacientes obstétricas e neonatais. A unidade, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), regula o acesso aos serviços de emergência e internação obstétrica e neonatal por meio de um fluxo de entrada padronizado e ferramentas obrigatórias de segurança, entre elas o partograma.
O encaminhamento à MNSL é coordenado pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR), equipe que reúne técnicos especializados, médicos obstetras reguladores, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Segundo a coordenadora do NIR e do Pronto-Socorro da maternidade, a enfermeira Danielle Hora, as solicitações chegam por e-mail acompanhadas de um formulário com os dados da paciente, que são avaliados pela equipe para verificar a presença de comorbidades que atendam aos critérios de acolhimento.
Quando a paciente apresenta condições de risco previstas nos critérios de acesso, é referida para a MNSL; quando o perfil não corresponde ao da unidade, o NIR realiza o matriciamento para direcionamento adequado.
O relato da puérpera Indiana Vieira Santos Barbosa, 35 anos, natural de Nossa Senhora da Glória, ilustra o funcionamento do fluxo. Durante o pré-natal ela identificou diabetes gestacional após a curva glicêmica — popularmente chamada de “teste da garapa” — e foi encaminhada ao centro por ser uma maternidade de referência em alto risco. Indiana descreveu atendimento acolhedor desde a triagem, com avaliação médica imediata e acompanhamento interdisciplinar, incluindo orientação nutricional. Ela destacou a organização e a agilidade do atendimento, que contribuíram para a sensação de segurança durante o período de internação.
Partograma e segurança na assistência
O Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP) da MNSL adota as seis metas internacionais de segurança hospitalar: identificação correta do paciente; comunicação efetiva entre profissionais; segurança na prescrição e administração de medicamentos; cirurgia segura; higienização das mãos para prevenção de infecções; e prevenção de quedas e lesões por pressão.
Na rotina de assistência ao parto, dois instrumentos são destacados: o checklist de cirurgia segura e o partograma. A técnica de referência do NQSP, Kátia Leal, explicou que o partograma permite acompanhar de forma contínua a evolução do trabalho de parto, registrando parâmetros como batimentos cardiofetais e dilatação do colo uterino, entre outros indicadores fundamentais para monitorar o bem-estar materno e fetal.
Na última semana, a maternidade promoveu capacitação dirigida a médicos e enfermeiros residentes em ginecologia e enfermagem obstétrica. A formação, ministrada pela ginecologista obstetra Glícia Ramos, focou no uso adequado do partograma como documento obrigatório na assistência ao parto, conforme orientações da literatura especializada.
Fotos: Ascom SES
Fonte: Saúde SES
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



