O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou neste sábado (28) à interrupção imediata das ações militares no Oriente Médio, em razão de novos ataques que envolveram Estados Unidos, Israel e Irã.
Em nota oficial divulgada pela sede da ONU, em Nova York, Guterres classificou a situação como uma “escalada perigosa” e advertiu que o ciclo de ofensivas e retaliações ameaça a paz e a segurança internacionais. O dirigente ressaltou que a continuidade dos confrontos pode desencadear um conflito regional de maiores proporções, com impacto direto sobre a população civil e sobre a estabilidade política de vários países da região.
“Desescalada é imprescindível”, diz chefe da ONU
“Peço o cessar imediato das hostilidades e a desescalada”, afirmou o secretário-geral. Segundo ele, qualquer prolongamento das operações militares pode levar a consequências “graves e imprevisíveis” para todo o Oriente Médio. O pronunciamento ocorreu horas depois de relatos de novos bombardeios, atribuídos às Forças Armadas norte-americanas e israelenses, contra alvos ligados ao Irã.
Guterres enfatizou que não existe alternativa viável à via diplomática e convocou todas as partes a “retornarem imediatamente à mesa de negociações”. Para o chefe da organização, apenas um diálogo franco e sustentado poderá evitar um agravamento ainda maior da crise.
Apelo ao respeito do direito internacional
No comunicado, o secretário-geral lembrou que todos os Estados-Membros da ONU têm a obrigação de cumprir o direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas, que proíbe “a ameaça ou o uso da força” contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer país. Ele reiterou que o respeito a esses princípios é fundamental para a manutenção da ordem internacional.
Guterres alertou ainda que falhar na contenção do conflito não só acarretará danos imediatos à população civil, mas também poderá abrir caminho para um confronto mais amplo, com repercussões humanitárias e econômicas em escala regional. “O fracasso em desescalar pode ter consequências graves para toda a região”, frisou.
Até o momento, não há registro de nova rodada de conversas formais entre os governos envolvidos. A ONU, entretanto, informou estar em contato permanente com representantes de Washington, Tel Aviv e Teerã na tentativa de mediar um entendimento que interrompa as hostilidades.
O apelo deste sábado soma-se a outros esforços diplomáticos conduzidos pelas Nações Unidas nas últimas semanas, período marcado por sucessivos episódios de violência que incluem ataques a instalações militares, civis e educacionais em diferentes pontos do Oriente Médio.
Com informações de Agência Brasil
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