A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou que todas as fabricantes de unidades de potência da Fórmula 1 aprovaram, por unanimidade, mudanças no procedimento de medição da taxa de compressão dos motores. Segundo o órgão regulador, o novo método passará a valer em 1º de junho.
O comunicado divulgado pela entidade informa que a decisão foi tomada durante discussões técnicas realizadas com os fornecedores atuais do grid. Mercedes, Ferrari, Honda (via Red Bull Powertrains) e Renault concordaram com a revisão, que altera a forma como os comissários confirmam se o motor cumpre o valor máximo de compressão permitido pelo regulamento esportivo.
A alteração ocorre em meio a uma polêmica recentemente associada à Mercedes. Embora a FIA não cite qualquer equipe de maneira direta, o debate sobre a interpretação da regra motivou a revisão para eliminar dúvidas sobre os parâmetros hoje utilizados nas verificações de legalidade das unidades híbridas.
Na prática, a nova orientação define um procedimento padronizado de inspeção que será aplicado em todas as checagens de pré e pós-corrida. A federação informou que, até a data limite de 1º de junho, as fabricantes devem atualizar a documentação técnica enviada à entidade, detalhando como cada motor se enquadra nos valores homologados.
Além disso, os delegados técnicos da FIA receberão equipamentos calibrados segundo o novo protocolo. O objetivo declarado é garantir que as medições sejam reproduzíveis independentemente do local, do momento da verificação ou da equipe envolvida.
Com a aprovação unânime, o procedimento passa a integrar o regulamento técnico sem necessidade de votação adicional do Conselho Mundial de Automobilismo. A entidade reforçou que continuará monitorando qualquer ajuste necessário para preservar a igualdade de condições entre as equipes.
A revisão das diretrizes dá sequência à série de atualizações promovidas desde o início da era híbrida, em 2014, quando as unidades de potência passaram a combinar motores V6 turboalimentados com sistemas elétricos de recuperação de energia. O novo texto complementa as regras já existentes sem alterar os limites de desempenho previamente estipulados.
A FIA concluiu o comunicado afirmando que publicará uma versão completa das instruções técnicas antes do início de junho, assegurando transparência a todas as partes interessadas no campeonato.
Com informações de Motorsport.uol
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