Saúde de Sergipe capacita profissionais para ampliar acesso ao implante contraceptivo

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Público-alvo inclui adolescentes, mulheres e pessoas com útero, na faixa etária de 14 a 49 anos

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (Daps), promove nesta quarta, 15, e quinta-feira, 16, o segundo ciclo de capacitação sobre inserção do implante subdérmico, método contraceptivo de longa duração com eficácia de até três anos. A ação integra estratégia do Ministério da Saúde que será ampliada gradualmente em todo o país para fortalecer o acesso a contraceptivos de longa duração no Sistema Único de Saúde (SUS).

Quem participa e como é o treinamento

Profissionais da Atenção Primária dos 75 municípios sergipanos estão recebendo a formação. O curso, organizado em dois dias, combina teoria e prática: as manhãs são destinadas ao conteúdo teórico e as tardes à realização de procedimentos em manequins sob supervisão, segundo explicou o enfermeiro e referência técnica da saúde da mulher da SES, Lívio Marcos Teles. Após a capacitação, a SES acompanhará a implantação do serviço nos municípios para assegurar a oferta do método à população.

Continuidade da estratégia nacional

O segundo ciclo dá sequência a uma iniciativa iniciada no ano anterior, quando oficinas foram realizadas em municípios com mais de 50 mil habitantes. De acordo com Hortência Medeiros, assessora técnica da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) do Ministério da Saúde, em 2026 a ação avançou para municípios com menos de 50 mil habitantes. A iniciativa faz parte da Rede Alyne e visa ampliar o cuidado na saúde materno-infantil, incluindo o planejamento sexual e reprodutivo e reforçando a autonomia das mulheres na escolha dos métodos contraceptivos.

O método e o leque de opções no SUS

O implante subdérmico é classificado como contraceptivo de longa duração e reversível, diferindo da laqueadura, que é irreversível. É apresentado como uma alternativa segura para quem deseja evitar gravidez não planejada, desde que a paciente atenda aos critérios de elegibilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Com a incorporação do implante, Sergipe amplia as opções disponíveis no SUS. Além do dispositivo intrauterino (DIU), com proteção de até dez anos, o estado passa a oferecer também o implante, contraceptivos orais, injetáveis e preservativos, possibilitando que cada mulher escolha o método mais adequado ao seu planejamento reprodutivo.

O enfermeiro Humbert Carneiro, do município de Graccho Cardoso, ressaltou a importância da capacitação para ampliar o conhecimento dos profissionais e melhorar o atendimento integral à população, contribuindo para a prevenção da gravidez não planejada e para a atualização das práticas de atenção à saúde sexual e reprodutiva.

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