O Santos iniciou neste domingo, 28, a colocação de grama sintética no campo 1 do CT Rei Pelé, em Santos (SP). A diretoria aponta maior durabilidade, menor demanda de manutenção e condições ideais para os treinamentos como principais motivos para a mudança.
“Essa atualização coloca nossos atletas em um ambiente de treinamento de nível internacional e mostra nosso compromisso em oferecer as melhores condições possíveis para a equipe”, afirmou o presidente Marcelo Teixeira.
A instalação do novo piso reacende a polêmica com Neymar. O camisa 10, que se recupera de uma artroscopia no joelho esquerdo e busca estar apto para a Copa do Mundo de 2026, é opositor declarado da tecnologia. Desde que voltou ao País, o atacante atuou apenas uma vez em gramado sintético, contra o Atlético-MG, na Arena MRV, em setembro, quando sofreu lesão muscular. Em novembro, foi poupado diante do Palmeiras, no Allianz Parque, também com superfície artificial, enquanto o Santos lutava contra o rebaixamento.
Neymar, junto de Thiago Silva e Lucas Moura, liderou no início de 2025 uma mobilização de jogadores contrária ao uso de grama sintética nos estádios. Na ocasião, publicou nas redes sociais: “Comprovado, sintético é uma m…”
O clube destaca que o novo gramado mantém a aparência e a maciez da grama natural, além de possuir sistema de amortecimento e tração que, segundo a empresa responsável, reduz o risco de lesões e oferece superfície uniforme em qualquer condição climática.
“Com uma superfície uniforme, o sistema minimiza variações de desempenho causadas por clima ou estado do campo”, explicou Alessandro Oliveira, CEO da companhia que executa o serviço.
Após a conclusão, o campo passará por certificação de um laboratório credenciado pela Fifa. O Santos também acredita que a novidade facilitará a adaptação do elenco quando atuar em estádios que utilizam o mesmo tipo de piso.
No início de dezembro, Palmeiras, Botafogo, Atlético-MG, Athletico Paranaense e Chapecoense, clubes que adotam grama sintética em suas arenas, divulgaram nota conjunta em defesa da tecnologia nas competições nacionais.
Fonte: Futebol Interior
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