Rio corta 6,1 mil cargos e aponta possível rede de funcionários fantasmas

Claudio Vasconcelos
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Governo fluminense projeta economizar R$ 221 milhões até dezembro após revisar nomeações. Parte dos exonerados não tinha acesso a sistemas oficiais e era vista apenas uma vez por mês.

A atual gestão do governo do Estado do Rio de Janeiro cortou mais de 6 mil cargos em comissão em todos os órgãos da administração, de um total de 14.340 comissionados existentes em março de 2026. A ação ocorreu como parte de um processo de reorganização administrativa que reduziu a estrutura de pastas e revisou nomeações.

A projeção é que a medida gere uma economia de R$ 221 milhões até dezembro. Grande parte dos servidores exonerados sequer tinha senhas de acesso aos sistemas do Estado, como o SEI, sendo considerados funcionários fantasmas. Esses comissionados apareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto.

Até o dia 21 de agosto, já foram exonerados 6.145 servidores comissionados, enquanto as nomeações somam 2.496. A economia considerada inclui apenas os cargos que continuam vagos; cargos ocupados por novas nomeações não foram computados nessa projeção.

Há previsão de novas exonerações conforme os trabalhos de auditoria em andamento no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado forem concluídos. Essas auditorias têm como objetivo identificar ocupações irregulares e pontos de ineficiência na folha de comissionados.

As nomeações do primeiro escalão realizadas desde março são compostas, em sua maioria, por servidores de carreira. Em todos os níveis, os escolhidos passam por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). As decisões têm como premissa a preservação do erário e a aplicação responsável e eficiente dos recursos públicos, com foco em eficiência, transparência e resultados.

Na estrutura do governo, houve redução no número de secretarias: atualmente são 28 secretarias, ante 32 em março. Para atingir essa redução, o governo optou pela fusão de algumas pastas, com o objetivo declarado de simplificar a gestão e cortar custos administrativos.

A gestão interina do desembargador Ricardo Couto teve início no dia 23 de março de 2026. Ele assumiu o cargo após o governador Cláudio Castro renunciar para disputar uma vaga no Senado Federal.

No dia 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral tornou o ex-governador Cláudio Castro inelegível. Em 2 de junho, o plenário do TSE julgou os recursos e manteve a decisão por 5 votos a 2. Com isso, Castro ficou inelegível por oito anos, contados a partir da eleição de 2022, permanecendo inelegível até 2030.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.