A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Sergipe, por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), iniciou a implantação progressiva de um sistema de regulação para os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs). A ferramenta passa a organizar os encaminhamentos provenientes da Atenção Básica, adotar protocolos de classificação de risco e aumentar a transparência na oferta de procedimentos de média complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Oito centros contemplados
Integrantes do programa federal Brasil Sorridente, os oito CEOs estaduais funcionam nos municípios de Boquim, Capela, Laranjeiras, Nossa Senhora da Glória, Propriá, São Cristóvão, Simão Dias e Tobias Barreto. Nessas unidades, a população tem acesso a serviços como endodontia, periodontia, cirurgias orais, diagnóstico precoce de câncer de boca, confecção de próteses dentárias e atendimento a pacientes com necessidades especiais (OPNE), além de exames de radiografia e análises anatomopatológicas.
Etapas da implantação
O modelo regulatório já está ativo nas unidades de Laranjeiras, São Cristóvão e Simão Dias. A meta da SES é estender o sistema a todos os centros. Com a nova dinâmica, as solicitações enviadas pelas Unidades Básicas de Saúde são avaliadas conforme critérios técnicos, permitindo que casos de maior complexidade ou gravidade tenham prioridade.
Benefícios para usuários e gestão
Para a odontóloga reguladora Graziane Couto, a medida representa avanço na integração entre os serviços municipais e estaduais. Segundo ela, o monitoramento on-line do fluxo de marcação garante mais clareza para gestores e pacientes. A profissional destacou ainda que a expansão da regulação inclui a atualização das guias de encaminhamento e a realização de oficinas de capacitação para equipes de saúde bucal, coordenadores municipais e responsáveis pela marcação de consultas.
O cirurgião-dentista Alípio Santana, que também atua na regulação, avalia que o sistema otimiza o planejamento do Estado, racionaliza recursos e fortalece a conexão entre atenção básica e especializada. Ele afirma que a distribuição de vagas passa a ser pactuada entre municípios de origem e de referência, equilibrando a demanda e aumentando a resolutividade dos tratamentos.
Imagem: Divulgação
Impacto direto no atendimento
Na prática, o novo fluxo direciona o paciente à especialidade adequada — seja endodontia, periodontia especializada, diagnóstico bucal, cirurgias ou OPNE. Com isso, espera-se reduzir tempo de espera, qualificar o atendimento e ampliar o acesso da população sergipana a procedimentos odontológicos que exigem maior complexidade.
A SES reforça que a iniciativa está alinhada às diretrizes da política pública de saúde bucal do SUS, focando em cuidado integral, organizado e humanizado. A implantação dos protocolos deve prosseguir ao longo dos próximos meses até contemplar as oito unidades, consolidando uma rede estadual mais eficiente e transparente.
Com informações de Saude.se.gov
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