A Receita Federal apreendeu aproximadamente 90 ampolas contendo tirzepatida, substância utilizada em medicamentos para controle de peso, durante duas operações de fiscalização realizadas em Aracaju (SE) nos últimos 15 dias.
As ações ocorreram em 12 de janeiro e 3 de fevereiro no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE) dos Correios, localizado na Rua Acre, zona oeste da capital sergipana. Os fiscais identificaram encomendas postais com a substância importada sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com a Receita Federal, as ampolas são da marca TG, cuja comercialização é proibida no Brasil. Embora a tirzepatida também esteja presente no medicamento Mounjaro — autorizado pela Anvisa —, apenas a apresentação em caneta injetável possui registro sanitário no país. Portanto, qualquer outro formato, como as ampolas apreendidas, é considerado irregular.
Informações repassadas pela equipe de repressão ao contrabando indicam que a maioria dos frascos saiu do Paraguai. Ao chegar a Aracaju, o material foi retido por configurar importação de produto sujeito à vigilância sanitária sem a devida autorização. A legislação brasileira determina que medicamentos precisam ser previamente avaliados e registrados antes de entrar no mercado nacional.
Os itens recolhidos serão encaminhados para perícia e, posteriormente, podem ser destruídos. A Receita Federal ressaltou que não houve prisões nas duas datas, visto que a fiscalização foi realizada em cargas postais. No entanto, um processo administrativo será instaurado para identificar os remetentes e destinatários, o que pode resultar em aplicação de multas e outras penalidades previstas em lei.
A tirzepatida vem sendo procurada por pessoas interessadas em tratamentos para emagrecimento, o que estimula a entrada clandestina de versões que não atendem às normas sanitárias brasileiras. A Receita Federal informou que continuará realizando operações conjuntas com os Correios para coibir o envio de medicamentos sem origem comprovada ou registro regulatório.
Imagem: Ap
Consumidores são orientados a adquirir fármacos apenas em farmácias e distribuidoras autorizadas e, em caso de dúvidas sobre a procedência, consultar o número de registro no portal da Anvisa.
As investigações seguem em curso. Caso outros lotes sejam detectados, novas apreensões devem ocorrer.
Com informações de Infonet
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