O Opera Sergipe, iniciativa do Governo de Sergipe voltada à redução da fila de procedimentos eletivos no Sistema Único de Saúde (SUS), ultrapassou a marca de 16 mil cirurgias realizadas em mulheres desde que foi implantado. O programa garante acesso a intervenções em diversas especialidades, entre elas mamoplastia redutora, histerectomia, laqueadura, colpoperineoplastia anterior e posterior e cirurgias para tratamento da endometriose.
A programação de março, mês tradicionalmente dedicado à saúde feminina, inclui mutirões em diferentes unidades hospitalares. Na quinta-feira, 12, mais uma etapa foi promovida no Hospital e Maternidade Santa Isabel, em Aracaju. A ação integrou um calendário específico de atendimento focado nas necessidades das mulheres e reforçou o compromisso do Estado em acelerar o cuidado especializado.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, a proposta é ampliar cada vez mais a oferta de consultas, exames e procedimentos. “Durante todo o mês de março estamos intensificando as cirurgias voltadas ao público feminino. O objetivo é oferecer atendimento digno, resolutivo e devolver qualidade de vida a quem aguarda há muito tempo”, afirmou.
Entre as pacientes atendidas está Leane de Souza, que conseguiu operar a endometriose logo após o lançamento da segunda fase do programa. Ela relata que, antes do procedimento, convivia com dores intensas e sangramentos que comprometiam sua rotina. “Eu dormia e acordava com dor. Depois da cirurgia, voltei a ter qualidade de vida e pude retomar atividades simples do dia a dia”, contou.
A administradora Lana Viana Santos, moradora de Pedrinhas, aguarda a cirurgia bariátrica autorizada em novembro de 2025. Desde então, recebe acompanhamento completo no próprio hospital. “Fiz todos os exames no mesmo local e sempre fui bem atendida. A obesidade dificulta minha locomoção e afeta minha rotina; por isso, essa chance representa esperança”, disse.
Já a dona de casa Giselma Lima, de 51 anos, vê no programa a oportunidade de concretizar um desejo antigo: a redução mamária. De baixa estatura, ela enfrentava desconforto físico e impacto na autoestima em razão do tamanho das mamas. “Sabia que era uma cirurgia cara e fora do meu alcance. Quando o Opera Sergipe chegou à minha cidade, decidi aproveitar. Estou ansiosa e feliz por realizar um sonho que cultivo desde a juventude”, afirmou.
O Opera Sergipe mantém o cronograma de mutirões ao longo do ano, seguindo critérios de prioridade médica e ordem de inscrição. A Secretaria de Estado da Saúde orienta que pacientes cadastrados fiquem atentos às convocações enviadas pelas equipes de regulação.
Com informações de Saude.se.gov
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