Premiação da Copa do Brasil reforça caixa do Corinthians, mas clube ainda lida com dívida de R$ 2,7 bi

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São Paulo (SP), 21 – A conquista do tetracampeonato da Copa do Brasil rendeu ao Corinthians R$ 97,8 milhões em premiação e garantiu a presença do clube na Copa Libertadores de 2026. O alívio financeiro, porém, convive com uma dívida total estimada em R$ 2,7 bilhões, cenário que exige cortes e ajustes já previstos para a próxima temporada.

Balanço e projeções para 2026

Três dias antes da decisão da Copa do Brasil, o clube apresentou balancete com déficit de R$ 204,2 milhões acumulados até outubro. Mesmo assim, o orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo projeta superávit de R$ 12 milhões e Ebitda de R$ 320 milhões em 2026.

Pendências na Fifa e busca por empréstimo

O Corinthians está sob transfer ban da Fifa por dívida de R$ 33 milhões com o Santos Laguna referente ao zagueiro Félix Torres. Somadas outras condenações por atrasos em contratações, o montante a ser quitado pode chegar a R$ 120 milhões.

Para regularizar a situação, a diretoria pretende contratar um empréstimo de aproximadamente R$ 70 milhões até o fim do ano. A quantia pode vir da Liga Forte União (LFU) ou de duas empresas que negociam condições para pagamento imediato, com reembolso parcelado pelo clube.

Patrocínio máster e naming rights

O clube negocia a extensão do contrato com a casa de apostas Esportes da Sorte até 2029, por cerca de R$ 150 milhões anuais. Embora tenha recebido sondagens de outras empresas do setor, a atual patrocinadora segue como favorita.

Paralelamente, a diretoria tenta triplicar o valor dos naming rights da Neo Química Arena. O acordo vigente com a Hypera Pharma, firmado em 2020, prevê cerca de R$ 300 milhões até 2040. Três empresas manifestaram interesse, e o Corinthians mantém os nomes em sigilo durante as tratativas.

Em parceria com a Caixa Econômica Federal, o clube avalia usar um novo contrato de naming rights para abater a dívida de R$ 653,1 milhões referente ao financiamento do estádio. Ambas as partes solicitaram um valuation do ativo e do patrocínio para avançar no projeto.

Plano de redução de custos

Mesmo classificado para a Libertadores de 2026, o Corinthians prevê cortar R$ 81 milhões na folha salarial do futebol, reduzindo o gasto de R$ 435 milhões para R$ 354 milhões. Incluindo outras despesas da modalidade, o corte total deve alcançar R$ 90 milhões.

Na folha geral do clube, a meta é passar de R$ 505 milhões para R$ 410 milhões. O presidente Osmar Stábile já cogitou enxugar modalidades do clube social, como o futsal, mas recuou após repercussão negativa.

Receita com transferências de atletas

A previsão orçamentária inclui arrecadar R$ 151 milhões com vendas de jogadores. Jovens da base, como o meia Breno Bidon e o atacante Gui Negão, despertam interesse de clubes europeus. O goleiro Hugo Souza e o atacante Yuri Alberto também podem receber propostas do exterior. Há incerteza sobre a permanência do executivo de futebol Fabinho Soldado, observado pelo Internacional.

Mesmo com a receita recorde da Copa do Brasil, o Corinthians ainda precisa equilibrar as finanças para cumprir metas ambiciosas de 2026 e atender às exigências da Fifa.

Fonte: Futebol Interior

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