O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, informou nesta sexta-feira (13) que o medicamento Ozempic será incorporado aos serviços públicos de saúde do município a partir da próxima semana. O comunicado foi feito durante agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na capital fluminense.
Segundo Paes, a distribuição começará no Super Centro Carioca, localizado na Zona Oeste. “Na terça-feira que vem, nós introduzimos o Ozempic na rede pública de saúde da cidade do Rio de Janeiro, no super centro da Zona Oeste”, declarou o prefeito, dirigindo-se a Lula e a Padilha.
Durante o evento, o chefe do Executivo municipal aproveitou para cobrar a adoção do medicamento em todo o Sistema Único de Saúde (SUS). “O povo quer Ozempic, presidente. O senhor tem que colocar Ozempic na rede pública do SUS do Brasil inteiro”, afirmou.
Contexto do medicamento
O Ozempic é um agonista do receptor GLP-1 (glucagon-like peptide-1), classe popularmente chamada de “canetas emagrecedoras”. O princípio ativo, semaglutida, é aprovado para o controle do diabetes tipo 2 e para o tratamento da obesidade. Outros fármacos do mesmo grupo incluem dulaglutida, liraglutida e tirzepatida.
A procura pelos agonistas de GLP-1 tem crescido, o que levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a adotar medidas adicionais. Em agosto de 2025, o órgão proibiu versões manipuladas de semaglutida. Em abril do mesmo ano, determinou a retenção de receita para a venda de canetas contendo substâncias como a do Ozempic. Já em fevereiro, médicos alertaram para os riscos de utilizar fórmulas alternativas sem registro sanitário.
Próximos passos na capital
De acordo com a Prefeitura, a oferta inicial do medicamento concentrar-se-á no equipamento de saúde da Zona Oeste, que reúne diferentes especialidades médicas. Paes não detalhou o número de doses que serão disponibilizadas nem os critérios de elegibilidade, mas destacou que a aquisição foi condicionada à assinatura de um protocolo clínico próprio.
A inclusão do Ozempic na rede municipal ocorre em meio a pedidos de ampliação do acesso a tratamentos para diabetes e obesidade. Ainda não há definição, por parte do Ministério da Saúde, sobre eventual incorporação do fármaco aos protocolos nacionais do SUS.
Enquanto aguarda a deliberação federal, a gestão carioca afirma que manterá o monitoramento do uso do medicamento para avaliar resultados em pacientes atendidos nas unidades municipais. A secretaria responsável deverá divulgar orientações a profissionais de saúde sobre prescrição e acompanhamento dos usuários.
Com informações de Agência Brasil
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