Brasília – 20/08/2025. A Polícia Federal encontrou, no telefone celular do ex-presidente Jair Bolsonaro, um documento de 33 páginas no qual ele cogita solicitar asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei.
O arquivo foi identificado durante operação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no inquérito que apura possíveis sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. De acordo com os investigadores, o texto está salvo no aparelho desde 2024, ano em que Bolsonaro passou a ser alvo de apuração sobre suposta trama golpista.
Em um dos trechos, o ex-presidente afirma ser “perseguido por motivos essencialmente políticos” e relata ter sido submetido a “diversas medidas cautelares”.
Indiciamento de Bolsonaro e do filho
Mais cedo, nesta quarta-feira (20), a PF indiciou Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O relatório final aponta a atuação de Eduardo, ainda em 2023, junto ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar o governo brasileiro e ministros do STF.
Em março de 2025, Eduardo se licenciou do mandato e mudou-se para os Estados Unidos, alegando perseguição política. Segundo a investigação, o pai enviou recursos via Pix para custear a permanência do filho no exterior.
Jair Bolsonaro também já é réu na ação penal que trata da suposta tentativa de golpe investigada pelo STF.
Imagem: Internet
Ligação com viagem à Argentina
A Polícia Federal informou que a última edição do pedido de asilo foi realizada em 5 de dezembro de 2023, dois dias antes de Bolsonaro embarcar para Buenos Aires, onde participou da posse de Javier Milei entre 7 e 11 de dezembro.
Para os investigadores, o documento poderia ser utilizado para facilitar uma eventual fuga do país. “Os elementos apontam que o ex-presidente mantinha em sua posse material que viabilizaria sua evasão do Brasil rumo à Argentina”, registra relatório da corporação.
O caso segue sob sigilo no Supremo Tribunal Federal.
Com informações de Agência Brasil
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