A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou nesta quinta-feira (2) um novo caso suspeito de intoxicação por metanol ligado ao consumo de bebida alcoólica adulterada. Com esse registro, o estado passa a investigar quatro ocorrências desde o fim de agosto.
A paciente é uma mulher residente em Olinda que relatou ter ingerido vodca em 26 de agosto. Três dias depois, ela procurou atendimento médico apresentando náuseas, vômito, dor de cabeça e visão turva. A paciente permanece em observação no Recife, com estado de saúde considerado estável.
Fiscalização reforçada em Olinda
Diante dos casos, a prefeitura de Olinda informou que intensificará as ações de vigilância sanitária nas prévias do Carnaval de 2026. No sábado (4), das 8h às 14h, e no domingo (5), das 15h às 21h, equipes municipais irão monitorar preparação, manipulação e comercialização de bebidas na orla e no Sítio Histórico.
Segundo a diretora de Vigilância em Saúde de Olinda, Dejanine Araújo, a iniciativa é preventiva e visa impedir que produtos adulterados cheguem à população.
Casos anteriores
Na terça-feira (30), a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) foi alertada sobre três homens internados no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, após suposta ingestão de metanol. Dois pacientes morreram e o terceiro perdeu a visão. Eles são naturais de Lajedo e João Alfredo.
Medidas estaduais
Após as notificações, a Apevisa iniciou vistorias em distribuidoras de bebidas e elaborou orientações para as vigilâncias municipais. Entre as recomendações estão notificar suspeitas ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e ao Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs/PE), buscar ativamente pessoas que possam ter consumido o mesmo produto e capacitar equipes de saúde para manejo clínico, incluindo uso de antídotos e hemodiálise em casos graves.
A agência também sugere intensificar fiscalizações, coletar amostras para análise laboratorial, interditar lotes suspeitos e articular ações com Procon, Ministério Público e forças de segurança para coibir fraudes na comercialização de bebidas alcoólicas.
Fonte: Agência Brasil
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