A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE) realizou na manhã desta quinta-feira, 12, a Operação FICTUS para desarticular um suposto esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A ação resultou em quatro prisões em Sergipe e na apreensão de aproximadamente 50 quilos de maconha, além de papelotes contendo outra substância ainda sob análise pericial.
De acordo com a Polícia Federal, seis mandados de prisão temporária foram cumpridos: quatro em Sergipe, um em Alagoas e um em Goiás. Também foram executados quatro mandados de busca e apreensão nos três estados. Todas as ordens foram expedidas pelo Núcleo de Garantias do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE).
Investigação começou em 2025
As apurações tiveram início no ano passado, após apreensões de entorpecentes em Goiás e no Distrito Federal. Durante as diligências, os investigadores identificaram um morador de um condomínio de alto padrão em Barra dos Coqueiros (SE) que ostentava veículos de luxo e estilo de vida incompatível com a renda formal declarada. Esse suspeito passou a ser apontado como um dos principais articuladores do esquema.
Além das drogas, os agentes recolheram um automóvel que, segundo a PF, era utilizado para transportar os entorpecentes entre os estados. O material apreendido será encaminhado para perícia a fim de confirmar a natureza das substâncias e subsidiar o inquérito.
Força-tarefa integrada
A Operação FICTUS mobilizou equipes da Polícia Federal, Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de Sergipe (DENARC/PC/SE), Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (GOPE), Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e Companhia Independente de Policiamento com Cães da Polícia Militar de Sergipe (CIPcães/PMSE). A estrutura integrada da FICCO/SE reúne policiais federais, civis, militares, penais e servidores da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Conforme a PF, o nome da operação — derivado do termo latino “fictus”, que remete a “falso” ou “forjado” — faz referência ao padrão de vida considerado artificialmente elevado dos investigados, supostamente mantido com o lucro obtido no comércio ilícito de drogas.
Imagem: Ap
Os detidos foram conduzidos à Superintendência Regional da Polícia Federal em Sergipe, onde permanecem à disposição da Justiça. Eles poderão responder, entre outros crimes, por tráfico interestadual de drogas e lavagem de capitais.
A investigação continua para identificar outros envolvidos, rastrear o fluxo financeiro e ampliar a coleta de provas que sustentem novas medidas judiciais.
Com informações de Infonet
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