Opas alerta países das Américas para possível antecipação e maior intensidade da gripe em 2026

Claudio Vasconcelos
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A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) publicou nesta quinta-feira (11) um comunicado orientando os países das Américas a se prepararem para uma temporada de influenza possivelmente mais cedo ou mais forte em 2026.

O aviso foi emitido um dia depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacar o aumento de casos de Influenza A (H3N2) — subclado K — no Hemisfério Norte, onde o inverno favorece a circulação do vírus.

Medidas recomendadas

No documento, a Opas reforça a necessidade de:

  • monitoramento contínuo da evolução do vírus;
  • alta cobertura vacinal, sobretudo entre idosos e pessoas com fatores de risco;
  • tratamento oportuno de casos suspeitos;
  • planejamento dos serviços de saúde para eventual sobrecarga.

A entidade também sugere fortalecer a vigilância de Influenza, vírus sincicial respiratório (VSR) e SARS-CoV-2; garantir diagnóstico precoce e manejo clínico adequado; manter estoque de antivirais e equipamentos de proteção; e adotar comunicação clara com população e profissionais de saúde.

Importância da vacinação

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, destacou que períodos com menor circulação do vírus podem resultar em surtos mais agressivos devido à menor imunidade coletiva. “Os grupos mais vulneráveis precisam estar vacinados — crianças, idosos, gestantes, imunocomprometidos e portadores de doenças crônicas — pois representam três quartos dos óbitos por influenza no país”, afirmou.

Kfouri lembrou que o desempenho da temporada de gripe no Hemisfério Norte serve de indicativo para o que pode ocorrer no Hemisfério Sul no próximo ano. “Começou mais cedo lá e, em alguns países, chama atenção. O resultado final é que vai nos revelar o quadro completo”, disse.

A Opas conclui que, além da vacinação, cabe aos Estados-Membros ajustar planos de contingência para garantir atendimento contínuo e reduzir a pressão sobre hospitais durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.

Fonte: Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.