Uma organização de defesa da privacidade da Áustria apresentou uma denúncia formal contra o LinkedIn, acusando a rede social profissional de vender dados de milhões de usuários e de negar acesso às informações pessoais solicitadas por um integrante da plataforma.
A ONG Noyb (sigla em inglês para “None of Your Business”), com sede em Viena, informou em comunicado que protocolou a queixa nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, junto à Autoridade Austríaca de Proteção de Dados em nome de um usuário do LinkedIn que requereu acesso aos dados que a rede possui sobre ele.
O que a denúncia afirma
Segundo a Noyb, o pedido do usuário por uma resposta completa ao pedido de acesso não foi atendido pelo LinkedIn, que tem alegado motivos relacionados à proteção de dados para justificar a recusa. Ao mesmo tempo, a organização aponta que a plataforma oferece a opção de assinatura do plano Premium para que usuários vejam com mais detalhes quem visitou seus perfis.
“As pessoas têm o direito de acessar seus próprios dados gratuitamente”, disse o advogado da Noyb, Martin Baumann, citado no comunicado. A ONG também solicita à autoridade austríaca a aplicação de multa contra a empresa, que integra o grupo Microsoft.
Questionamento sobre rastreamento e consentimento
A Noyb contesta ainda a legalidade do rastreamento realizado pelo LinkedIn, afirmando que o processo é pouco transparente e que não há consentimento explícito por parte dos usuários. A entidade argumenta que essa falta de clareza compromete o cumprimento das regras de proteção de dados.
A denúncia reúne as alegações de venda de dados de milhões de usuários, a recusa em fornecer acesso completo às informações solicitadas e dúvidas sobre a prática de rastreamento e obtenção de consentimento.
O caso agora está nas mãos da Autoridade Austríaca de Proteção de Dados, que deverá analisar a queixa e decidir sobre eventuais medidas administrativas e aplicação de penalidades.
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