Oficina reforça análise de indicadores e amplia vigilância de doenças transmissíveis em Sergipe

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Profissionais da Atenção Primária à Saúde e da Vigilância Epidemiológica de diferentes municípios de Sergipe reuniram-se, nesta quarta-feira, 11, para mais uma edição da Oficina de Qualificação dos Indicadores da Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis. A capacitação é promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), e integra o conjunto de ações adotadas pelo governo estadual para aperfeiçoar a Vigilância em Saúde.

O objetivo central da oficina é melhorar a qualidade dos registros nos sistemas de informação em saúde e, consequentemente, aprimorar o monitoramento das doenças transmissíveis. O treinamento é direcionado a coordenadores municipais que atuam tanto na Atenção Primária quanto na área de Vigilância Epidemiológica, responsáveis por coletar, analisar e interpretar dados essenciais ao planejamento de políticas públicas.

Durante o encontro, os participantes receberam orientações sobre análise de indicadores, identificação de inconsistências nos bancos de dados e elaboração de estratégias de prevenção e controle de agravos em momentos de maior incidência de doenças, como ocorre com as arboviroses. A programação também incluiu exercícios práticos para que os técnicos dominem ferramentas que auxiliam na interpretação de tendências e na avaliação de resultados.

A gerente de Doenças Transmissíveis da Vigilância Epidemiológica da SES, Taíse Cavalcante, destacou que a iniciativa estimula uma visão mais criteriosa sobre os números gerados diariamente. “Nosso papel é apoiar os municípios para que os dados reflitam a realidade e sirvam de base a intervenções rápidas e eficazes. Quando o registro está qualificado, é possível detectar precocemente riscos de transmissão e agir antes que o quadro se agrave”, explicou.

Para Paulo Ribeiro, gerente do Sistema de Informação da Vigilância da SES, a confiabilidade das informações impacta diretamente o planejamento do Sistema Único de Saúde. “Capacitar as equipes para compreender os indicadores e até criar métricas ajustadas ao contexto local gera decisões mais assertivas e serviços de saúde mais eficientes”, afirmou.

A percepção de ganho profissional também foi apontada pelos participantes. A coordenadora municipal de Vigilância Epidemiológica de Divina Pastora, Luciana Silva, avalia que o aprendizado será multiplicado. “Vamos repassar o conteúdo a toda a equipe para que o conhecimento não fique restrito a quem esteve presente e se traduza em melhorias concretas para a população”, disse.

Segundo a SES, novas turmas da oficina estão previstas ao longo do ano, com a proposta de atender a todos os municípios sergipanos e consolidar uma rede de vigilância cada vez mais integrada e eficiente.

Com informações de Saude.se.gov

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