Musk e OpenAI se enfrentam em tribunal na disputa que pode moldar o futuro da IA

William Kevim
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Julgamento começa em tribunal federal na Califórnia

O processo movido por Elon Musk contra a OpenAI, iniciado em 2024, teve as declarações iniciais apresentadas nesta terça-feira (28) no tribunal federal de Oakland, na Califórnia. A ação questiona a transformação da organização, criada para ser sem fins lucrativos, em uma entidade que aceita investimentos e lucros.

Quem: o autor da ação é Elon Musk; entre os réus estão a OpenAI, seu CEO Sam Altman, e a Microsoft, que figura como grande investidora. Espera-se que, ao longo do processo, prestem depoimento pessoalmente Musk, Sam Altman, o CEO da Microsoft Satya Nadella e a ex-membro do conselho Shivon Zilis.

O que está em disputa: Musk exige US$ 150 bilhões em indenizações, valor que, segundo ele, seria destinado ao braço filantrópico da OpenAI. Além da compensação financeira, pede que a OpenAI volte a operar como organização sem fins lucrativos e que Altman e Greg Brockman sejam afastados de cargos executivos, com a remoção de Altman do conselho.

Quando e onde: o julgamento começou no dia 28 de abril de 2026, após a seleção de nove jurados realizada no dia anterior. A juíza distrital Yvonne Gonzalez Rogers indicou que espera que o júri comece as deliberações sobre a responsabilidade dos réus até 12 de maio.

Argumentos das partes: Musk afirma ter aportado cerca de US$ 38 milhões como capital inicial na OpenAI e acusa a organização de violar dever fiduciário e de enriquecimento ilícito ao mudar seu modelo. A OpenAI contesta, alegando que Musk tinha conhecimento e apoio à mudança de estrutura em 2019 e que o processo decorre de frustrações pessoais, incluindo sua incapacidade de assumir o posto de CEO e a fundação de sua própria empresa de IA.

Contexto e documentos internos: documentos apresentados no processo traçam a trajetória da OpenAI, fundada a partir de um laboratório no apartamento de Greg Brockman e hoje avaliada em mais de US$ 850 bilhões. Relatos lembram que, em 2015, Altman descreveu o projeto como um “Projeto Manhattan da IA” para captar apoio, e que, em 2017 e 2018, surgiram tensões que levaram Musk a deixar o conselho antes da reestruturação de 2019. O lançamento do ChatGPT no fim de 2022 consolidou a posição global da empresa.

Riscos e desdobramentos: o caso ocorre em um momento em que a OpenAI avalia a possibilidade de abertura de capital que poderia elevar sua avaliação para cerca de US$ 1 trilhão. Do outro lado, empresas ligadas a Musk, como a xAI e a SpaceX, também avançam planos de crescimento e ofertas públicas.

*Com informações da agência de notícias Reuters

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.