Um ano após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar emergência de saúde pública de importância internacional por causa de um surto iniciado na República Democrática do Congo, a mpox já contabiliza quase 50 mil infecções confirmadas em 28 nações do continente africano.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que, apesar do grande número de casos, o total de óbitos e a taxa de mortalidade continuam baixos. Ele advertiu, contudo, que pessoas imunocomprometidas, especialmente aquelas com HIV não controlado, ainda correm risco elevado de desenvolver formas graves da doença.
Segundo Tedros, a declaração de emergência emitida em 2024 permitiu mobilizar recursos que fortaleceram a capacidade dos países de lidar com novos focos de mpox. Ele alertou, entretanto, que cortes significativos na ajuda internacional prejudicam o acesso a vacinas, testes diagnósticos e a aplicação plena de medidas de saúde pública.
O dirigente pediu que os governos mantenham a vigilância e priorizem a contenção de surtos, além de conclamar os doadores a preservar o apoio financeiro até que a situação esteja completamente sob controle.
Sobre a doença
A mpox é uma infecção viral de origem zoonótica. A transmissão para humanos ocorre pelo contato com animais silvestres infectados, pessoas doentes ou materiais contaminados. Os sintomas mais frequentes incluem erupções cutâneas ou lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dores musculares, cefaleia, calafrios e fadiga.
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, conter líquido claro ou amarelado e formar crostas antes de cicatrizar. O número de lesões varia de poucos a milhares, concentrando-se geralmente no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas podendo surgir em qualquer parte do corpo, inclusive boca, olhos, órgãos genitais e região anal.
Com informações de Agência Brasil
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