Messias aceita rejeição do Senado e afirma que “Senado é soberano”

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, declarou nesta quarta-feira (29 de abril de 2026) que participou de forma “íntegra” e “franca” do processo de indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse aceitar a decisão do Senado, após ter seu nome rejeitado pela Casa.

O plenário do Senado votou contra a indicação de Messias por 42 votos a 34. Eram necessários pelo menos 41 votos favoráveis dos 81 senadores para aprovar a nomeação; com o resultado, a indicação foi arquivada. A rejeição marca a primeira vez em mais de 130 anos que um indicado para ministro do STF teve a nomeação barrada.

“Me submeti a uma sabatina de coração aberto, de alma leve, espírito franco. Falei a verdade, falei o que penso, falei o que sinto, demonstrei o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Temos que aceitar, o Senado é soberano, o plenário do Senado é soberano. O plenário falou. Agradeço os votos que recebi, faz parte do processo democrático saber ganhar, saber perder”, afirmou Messias a jornalistas após a votação.

Messias agradeceu aos senadores que o apoiaram e afirmou ter passado por um processo de “desconstrução” de sua imagem nos últimos cinco meses. Ele também ressaltou sua conduta pessoal, dizendo ter “vida limpa”, e agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela indicação.

“O presidente Lula me deu uma grande honra de ter participado desse processo e agradeço a ele pela oportunidade. Eu não encaro isso aqui como um fim, isso aqui é uma etapa do processo da minha vida”, acrescentou Messias.

O nome do advogado-geral da União havia sido anunciado pelo presidente Lula há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial de indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril. Messias foi indicado para a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente e deixou o tribunal em outubro de 2025.

Messias, que é servidor público de carreira e evangélico, contou ter apoio de segmentos religiosos durante a tramitação e afirmou que não depende de um cargo público para seguir com sua trajetória profissional. A notícia da rejeição e o contexto do processo podem ser consultados em reportagens sobre a votação e a indicação, como a cobertura da rejeição pelo Senado aqui e a indicação anunciada em novembro de 2025 aqui.

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