Mais de 574 mil bloqueiam acesso a sites de apostas no Brasil

Claudio Vasconcelos
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Mais de 574 mil pessoas já utilizaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão do governo federal para bloquear o acesso a sites de apostas autorizados no Brasil. Essa ferramenta foi desenvolvida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e lançada em dezembro de 2025.

De acordo com o Ministério da Saúde, 207 mil usuários, representando 41% dos pedidos, relataram que a perda de controle sobre os jogos e os potenciais danos à saúde mental foram as principais razões para o bloqueio. Além disso, 18% mencionaram preocupações com vazamento de dados e 12% com problemas financeiros. Uma parte dos usuários, 14%, não especificou o motivo da autoexclusão e 13% afirmaram que a decisão foi voluntária.

A plataforma permite que os usuários realizem um único pedido para bloquear o acesso a todos os sites de apostas. Ao optar pela autoexclusão, o interessado deve fornecer dados pessoais e escolher entre um bloqueio por tempo indeterminado ou por um período determinado, que pode variar de um a doze meses. Até o momento, 69% das pessoas optaram pelo bloqueio por tempo indeterminado, enquanto 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais comum. O tempo mínimo para a autoexclusão é de um mês.

Além de bloquear o acesso, a autoexclusão também impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade relacionada ao tema. A plataforma também oferece informações sobre saúde mental e links de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para aqueles que enfrentam problemas com jogos de apostas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da criação de instrumentos modernos para lidar com questões contemporâneas, enfatizando que a plataforma é parte de uma estratégia governamental mais ampla de prevenção, cuidado e redução de danos relacionados ao uso de apostas.

Na última terça-feira, 26 de maio, o ministério assinou um Termo de Execução Descentralizada (TED) que destina R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa nacional sobre apostas e saúde mental no contexto do SUS. O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e visa avaliar os impactos das apostas na vida dos brasileiros, com previsão de início ainda em 2026.

As autoridades recomendam que, em caso de problemas, as pessoas busquem apoio especializado nas unidades básicas de saúde (UBS) ou nos centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Informações sobre serviços de saúde pública estão disponíveis na página do SUS Digital.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.