Dados do TSE mostram que o índice superou o registrado na eleição geral de 2022 e se aproximou da marca das municipais de 2024.
A abstenção no 1º turno das eleições de 2026 bateu recorde para uma eleição geral: 33,4 milhões de brasileiros não compareceram às urnas, o que representou 21,08% do total de eleitores. Os números referentes a esse domingo (4) foram registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em comparação, em 2022 a abstenção alcançou 20,9%, equivalente a 32,7 milhões de pessoas. A taxa verificada nesse domingo foi semelhante à observada nas eleições municipais de 2024, quando 33,7 milhões de eleitores não foram às seções no 1º turno para prefeito e vereador, totalizando 21,68% do eleitorado.
O 1º turno da eleição de 2026 contou com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Do total, 125,2 milhões compareceram aos colégios eleitorais. Essa diferença deixa em perspectiva a proporção: de cada dez eleitores, dois não foram às urnas.
Considerando o histórico de eleições gerais, a abstenção registrada nesse domingo só foi menor do que a de 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos colégios eleitorais. Esses parâmetros mostram que, apesar do volume recorde de ausências em números absolutos, a participação relativa já teve índices semelhantes em outros pleitos.
Entre os eleitores que estiveram nas zonas eleitorais, 2,3 milhões votaram em branco para presidente, representando 1,84% do eleitorado, enquanto 3,6 milhões anularam o voto presidencial, o que correspondeu a 2,93% do total de votos válidos.
Em reação aos números de abstenção, o Tribunal Superior Eleitoral informou que vai trabalhar para diminuir a ausência de eleitores no segundo turno.
O panorama apontado por esses dados conduz a diferentes interpretações sobre engajamento e logística de votação, mas não há informação nos dados oficiais que atribua causas definitivas ao aumento da abstenção. As variações entre pleitos nacionais e municipais, além de fatores locais, costumam influenciar a participação, conforme análises históricas do comportamento do eleitorado.
Os eleitores que não votaram no 1º turno ainda podem votar no 2º turno, desde que estejam com o título regularizado. Recomenda-se verificar a situação do título e regularizar pendências para garantir o direito ao voto na próxima etapa do pleito.
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