Lula sanciona lei que prioriza combate à prematuridade e à mortalidade materna

Claudio Vasconcelos
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Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.198/2025, que estabelece ações prioritárias do Poder Público para reduzir partos prematuros e óbitos de bebês e mães. O texto foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (9) e entra em vigor em 120 dias.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 303 mil gestantes deram à luz antes de 37 semanas de gestação em 2023, colocando o Brasil entre os dez países com maior número de partos prematuros. A nova legislação transforma a prevenção e o enfrentamento desse quadro em prioridade nacional.

Medidas no pré-natal e no parto

Durante o acompanhamento pré-natal, equipes de saúde deverão orientar gestantes sobre sinais e sintomas de trabalho de parto prematuro, além de identificar, tratar, referenciar e acompanhar mulheres com fatores de risco.

Quando o parto prematuro se confirmar, a gestante deverá ser encaminhada a unidade especializada. A lei define três níveis de prematuridade: extrema (menos de 28 semanas), moderada (28 semanas a 31 semanas e 6 dias) e tardia (32 a 36 semanas).

Cuidados ao recém-nascido

Os protocolos para atendimento de bebês prematuros levarão em conta o peso ao nascer. O Poder Executivo poderá editar normas sobre cuidados básicos conforme a classificação, incluindo o método canguru e a presença de profissionais treinados em reanimação neonatal.

As regras também poderão assegurar:

  • direito dos pais a acompanhar o bebê em tempo integral;
  • internação em UTI neonatal com equipe multidisciplinar;
  • prioridade no atendimento pós-alta;
  • acompanhamento ambulatorial até, no mínimo, dois anos de idade;
  • calendário especial de imunização;
  • suporte psicológico aos pais durante a internação.

Novembro Roxo oficializado

A lei institui o Novembro Roxo como mês de conscientização sobre parto prematuro, estabelece 17 de novembro como Dia Nacional da Prematuridade e define a semana que inclui essa data como Semana da Prematuridade. Embora a norma só passe a valer em 120 dias, o Ministério da Saúde já promove ações alusivas ao tema todos os anos.

Com a nova legislação, o governo busca reduzir complicações associadas à prematuridade e ampliar a proteção à saúde materna e infantil em todo o país.

Fonte: Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.