O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (4 de maio de 2026), que o novo programa Desenrola Brasil terá como objetivo possibilitar que pessoas endividadas “tirem a corda do pescoço” e voltem a ter acesso ao crédito. A declaração foi feita durante a cerimônia de lançamento do programa em Brasília. Mais detalhes sobre o anúncio foram divulgados também pela Agência Brasil nesta reportagem.
Segundo o presidente, dívidas podem ser úteis quando assumidas de forma responsável e compatíveis com a renda do consumidor. O Desenrola Brasil é direcionado a cidadãos que recebem até cinco salários mínimos — atualmente R$ 8.105 — e permitirá a negociação de débitos referentes a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Nome limpo na praça
Durante o lançamento, Lula afirmou que o pacote de medidas busca devolver tranquilidade financeira e limpar o nome de quem está negativado, para que essas pessoas possam voltar a utilizar serviços bancários e crédito formalmente.
“As pessoas não deveriam gastar mais do que podem pagar. Pode ser bom para a pessoa se endividar para comprar uma coisa para casa, ou para trocar de carro; comprar um terno novo ou um brinquedo para o filho. Mas é também importante que as pessoas façam suas dívidas sem perder de vista a sua condição de pagamento.”
O presidente também criticou restrições por pequenas dívidas, observando que o nome negativado por valores baixos impede o acesso ao sistema financeiro formal. Em discurso, ele disse que essa situação transforma o cidadão em “um clandestino” do mercado, sem acesso a crédito nem a contas bancárias.
“Não é correto a pessoa estar com o nome sujo no Serasa por causa de uma dívida de R$ 100 ou R$ 200. Isso não tem lógica. Aí, o mercado transforma esse cidadão em um clandestino, porque ele não pode mais comprar nada a crédito, nem ter conta em banco.”
O governo informou que um fundo garantidor dará suporte nas negociações com instituições financeiras. Como condição para participar da renegociação, a população endividada ficará proibida de apostar em plataformas de jogos online pelo prazo de um ano.
“A pessoa não pode continuar jogando em bets. Estamos proibindo que, durante um ano, as pessoas gastem seus recursos com jogos”, declarou o presidente ao explicar essa restrição como requisito para o acordo com as instituições financeiras.
Mais informações sobre o Desenrola Brasil foram divulgadas no programa Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.
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