São Paulo, 16 – Em reunião do Conselho Deliberativo realizada na noite desta terça-feira, 16, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, reiterou a intenção de concorrer a um terceiro mandato consecutivo e defendeu a alteração do estatuto que hoje limita o dirigente a duas gestões seguidas.
Leila, no cargo desde 2022 e atualmente em seu segundo período, afirmou não enxergar “golpe” na proposta. “O nosso estatuto prevê mudanças; já foi alterado várias vezes. Quando o conselho decide e os associados ratificam, não há golpe”, declarou aos conselheiros.
Comparação com o Real Madrid
Para sustentar o argumento contra a alternância obrigatória de poder, a dirigente citou o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez. “No Real Madrid não existe essa alternância. O presidente está lá há 20 anos. O Real Madrid é um clube pequeno, nem um pouco vitorioso”, ironizou. Pérez comanda o time espanhol desde 2009 e, com mandato renovado até 2029, completará duas décadas na função.
Apoio e obstáculos internos
No universo de aproximadamente 300 conselheiros, Leila conta hoje com pouco mais de 120 votos. Para aprovar a alteração estatutária, precisa de 151 (metade mais um). Caso o conselho dê sinal verde, a proposta ainda terá de passar por assembleia geral de associados, onde, segundo aliados, a aprovação é considerada provável.
A presidente criticou conselheiros vitalícios que se opõem à mudança. “Se alternância é saudável, por que existem conselheiros vitalícios?”, questionou. Ela também alegou que parte das resistências estaria relacionada ao corte de viagens e benefícios internos.
Próximos passos
Leila havia desistido da ideia em julho do ano passado, mas recuou após perceber apoio significativo dentro do clube, inclusive de ex-presidentes como Mustafá Contursi. Se a alteração for aprovada, a mandatária poderá disputar a eleição marcada para novembro de 2027 e, em caso de vitória, permanecer no cargo até 2030, totalizando nove anos de gestão.
Fonte: Futebol Interior
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