O Tribunal do Júri da Comarca de Itaporanga d’Ajuda sentenciou José Ilton Rodrigues de Sousa Júnior a 50 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão pelo assassinato do sargento reformado da Polícia Militar de Sergipe, Roberto Carlos Bio, ocorrido em 6 de março de 2022. A decisão também reconheceu duas tentativas de homicídio qualificadas contra o filho da vítima e um amigo da família.
A acusação, conduzida pelo promotor de Justiça Peterson Almeida Barbosa, sustentou que o crime foi praticado por emboscada e com dissimulação. Segundo o Ministério Público de Sergipe (MPSE), o réu simulou um acidente de motocicleta na BR-101, nas proximidades do povoado Taboca, para atrair o sargento, que viajava com familiares.
Ao parar o veículo para prestar socorro, o militar identificou-se como policial e tentou contatar a esposa do suposto acidentado. Nesse momento, José Ilton sacou a arma e atirou contra o rosto do sargento, que morreu no local. Em seguida, disparou contra o amigo da família, ferindo-o na orelha, e efetuou diversos tiros na direção do filho da vítima, que conseguiu fugir por uma área de mata.
Na fuga, o condenado abandonou a motocicleta e a Carteira Nacional de Habilitação. Para o Conselho de Sentença, a forma de execução demonstrou extrema gravidade e crueldade.
Recurso da defesa
A advogada Agtta Vasconcelos informou que recorreu da decisão. Ela argumenta que o veredicto contrariou as provas dos autos, que o réu se apresentou voluntariamente à polícia e que seu silêncio processual foi interpretado de maneira desfavorável. Durante o júri, o acusado declarou ter agido por medo e pediu desculpas à família da vítima. A defesa também havia solicitado o desaforamento do julgamento para outra comarca devido à repercussão do caso.
Apesar da condenação, o Tribunal destacou que ainda cabe recurso.
Fonte: Infonet
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