Lacen de Sergipe amplia apoio aos municípios no diagnóstico da esquistossomose

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O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), vinculado à Fundação de Saúde Parreiras Horta, reforçou a estrutura de vigilância laboratorial contra a esquistossomose no estado. A unidade passou a distribuir kits parasitológicos, validar resultados emitidos pelos serviços municipais e oferecer exames sorológicos, garantindo maior segurança e uniformidade aos laudos produzidos na rede pública.

Os kits repassados aos 75 municípios sergipanos utilizam a técnica Kato-Katz, considerada padrão para a identificação do Schistosoma em amostras de fezes. Somente no último período de distribuição, 212 conjuntos foram encaminhados às secretarias municipais de saúde. Após a coleta e análise inicial, todas as amostras com diagnóstico positivo e 10% das negativas retornam ao Lacen para confirmação, etapa que integra o protocolo de controle de qualidade da instituição.

De acordo com o superintendente do laboratório, Cliomar Alves, essa dupla checagem garante padronização dos procedimentos. “Recebendo todos os positivos e uma fração dos negativos, conseguimos mensurar a assertividade dos exames realizados nas unidades municipais e, quando necessário, ajustar processos”, explicou.

Estatísticas recentes

Nos últimos três anos, o Lacen processou 10.436 amostras sorológicas, das quais 3.369 apresentaram resultado reagente. Apenas em 2023, chegaram 4.749 amostras para esse tipo de teste, com 1.553 confirmações da presença de anticorpos IgG. Os dados ajudam a orientar a Vigilância Epidemiológica na definição de áreas prioritárias para ações de prevenção e tratamento.

O laboratório de parasitologia também recebeu 2.582 lâminas enviadas por municípios para leitura e validação. Paralelamente, o setor de Entomologia examinou 559 caramujos coletados em três cidades sergipanas; nenhum deles estava infectado pela cercária responsável pela transmissão da doença.

Testes sorológicos

Além da análise parasitológica, o Lacen disponibiliza testes sorológicos no laboratório de imunologia. O método detecta anticorpos IgG, permitindo confirmar se o paciente já teve contato com o agente etiológico e medir a titulação, critério relevante para o acompanhamento clínico e definição da conduta terapêutica.

A esquistossomose, popularmente conhecida como “barriga d’água”, é transmitida pelo contato com água doce contaminada e pode provocar dor abdominal, diarreia e aumento do fígado e do baço. Dessa forma, a integração entre avaliação clínica e exames laboratoriais é considerada fundamental para o manejo adequado dos casos.

Com a distribuição de insumos, realização de testes sorológicos e verificação de qualidade, o Lacen consolida-se como referência estadual na estratégia de enfrentamento à esquistossomose e fortalece a rede de vigilância laboratorial em Sergipe.

Com informações de Saude.se.gov

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