Força-tarefa fiscaliza 24 empresas para identificar uso de metanol em bebidas

Claudio Vasconcelos
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Uma operação conjunta mobilizou, nesta quinta-feira (16), agentes da Polícia Federal, Receita Federal, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para fiscalizar 24 empresas do setor sucroalcooleiro em cinco estados. Batizada de Operação Alquimia, a ação busca rastrear a possível utilização de metanol na produção clandestina de bebidas alcoólicas.

Além de usinas e destilarias, foram alvo da operação importadores, terminais marítimos e distribuidores de metanol localizados em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao todo, 80 policiais e 70 servidores dos demais órgãos participaram das diligências.

Origem da investigação

A Operação Alquimia é um desdobramento das operações Boyle e Carbono Oculto, que identificaram esquemas de adulteração de combustíveis com metanol e o repasse da substância a empresas de fachada. As investigações indicam que o combustível adulterado pode estar sendo direcionado à fabricação ilegal de bebidas, o que representa risco elevado à saúde pública.

Coleta de amostras

O objetivo imediato é recolher e analisar amostras de produtos fabricados nas unidades fiscalizadas, a fim de comprovar a regularidade da composição química. Os resultados serão incorporados aos inquéritos que apuram desvios e contaminação de bebidas alcoólicas por metanol registrados desde o início de setembro.

Locais vistoriados

As ações ocorreram nas seguintes cidades:

  • Mato Grosso: Várzea Grande
  • Mato Grosso do Sul: Caarapó, Campo Grande e Dourados
  • Paraná: Araucária, Colombo e Paranaguá
  • Santa Catarina: Cocal do Sul
  • São Paulo: Araçariguama, Arujá, Avaré, Cerqueira César, Cotia, Guarulhos, Jandira, Laranjal Paulista, Limeira, Morro Agudo, Palmital, Sumaré e Suzano

Riscos do metanol

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o teor de metanol em bebidas alcoólicas não deve ultrapassar 0,1%. Mesmo a concentração de 0,5% permitida em combustíveis é suficiente para provocar danos graves ao organismo, o que torna proibitivo o uso de combustíveis na produção de bebidas.

Impacto econômico

O Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) estima que práticas de adulteração, falsificação e contrabando geram perdas de R$ 85,2 bilhões ao setor de bebidas alcoólicas e à arrecadação de tributos.

Fonte: Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.