Inteligência artificial substitui sirenes escolares para atender estudantes com sensibilidade auditiva em Aracaju

Rafael Ramos
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Uma iniciativa descrita pela Prefeitura de Aracaju colocou a tecnologia a serviço da inclusão escolar. Um novo sistema de inteligência artificial passou a funcionar como assistente virtual em uma instituição de ensino da capital sergipana, assumindo o papel que antes era desempenhado pelas sirenes convencionais.

O ajuste foi adotado para contemplar alunos atípicos com sensibilidade ao som, que demonstravam desconforto diante do toque estridente normalmente utilizado para sinalizar o início e o término de aulas, intervalos e outros avisos. Com a mudança, os avisos sonoros deixam de ser disparados da forma tradicional, evitando estímulos auditivos que poderiam ocasionar ansiedade, estresse ou dores de cabeça em estudantes hipersensíveis.

Segundo a administração municipal, a substituição das sirenes faz parte de um conjunto de ações voltadas à construção de um ambiente escolar mais acolhedor. A proposta é que a solução virtual gerencie os comunicados internos de modo menos invasivo, oferecendo um sinal mais suave e compatível com diferentes perfis sensoriais. Dessa forma, a rotina acadêmica permanece organizada, mas sem comprometer o bem-estar de quem possui transtornos do espectro autista ou outras condições relacionadas à alta sensibilidade auditiva.

O novo recurso funciona de maneira automatizada, acionando os avisos em horários previamente programados sem recorrer ao volume alto característico dos alarmes antigos. A escola continua ciente dos momentos de troca de atividades, enquanto os estudantes têm sua permanência em sala de aula facilitada por um ambiente acusticamente mais amigável.

Embora os detalhes técnicos da plataforma de inteligência artificial não tenham sido especificados, a prefeitura ressalta que a iniciativa reforça a prioridade dada à inclusão. A expectativa é de que a adequação contribua para a participação plena dos alunos, garantindo que todos acompanhem o cronograma de aulas sem prejuízo à saúde sensorial.

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Imagem: Divulgação

Com o sistema já em operação, a gestão municipal avalia os resultados obtidos dentro da unidade de ensino. Caso o desempenho permaneça satisfatório, a experiência poderá se tornar referência para outras escolas interessadas em reduzir ruídos excessivos e promover práticas pedagógicas mais acessíveis.

Com informações de Aracaju.se.gov

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.