Huse realiza capacitação para reforçar atendimento pediátrico diante da sazonalidade de vírus respiratórios

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O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) promoveu, na sexta-feira, 10 de abril, uma capacitação destinada a qualificar a assistência pediátrica ante o aumento sazonal de infecções respiratórias. Realizado pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP) da unidade, o treinamento reuniu 60 profissionais de toda a Rede Estadual de Saúde, entre médicos, fisioterapeutas e técnicos e enfermeiros.

O tema central do encontro foi “Suporte avançado de vida na Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pediátrica com enfoque na bronquiolite”. As aulas combinaram atualização teórica com práticas aplicáveis ao manejo de casos graves, com atenção especial aos agentes mais frequentes nessa época, como o vírus sincicial respiratório (VSR), além de rinovírus e influenza.

Metodologia e conteúdo

A programação incluiu conteúdo embasado em evidências científicas e exercícios práticos. Entre as atividades figuraram sequência rápida de intubação, montagem e ajustes de ventilação mecânica, organização e preparação de leitos, classificação de risco e estratégias de oxigenoterapia. A capacitação enfatizou intervenções precoces para reduzir a progressão para quadros mais severos.

Segundo a fisioterapeuta Layra Dantas, integrante do NEP do Huse, o treinamento faz parte do calendário anual da unidade e assume maior importância no período de maior circulação dos vírus respiratórios. Para ela, a repetição anual contribui para aumentar a segurança dos profissionais e melhorar os resultados clínicos em crianças.

Depoimentos de participantes

Natália Guimarães, médica residente de Pediatria no terceiro ano e participante do curso, avaliou a iniciativa como estratégica para a troca de conhecimento entre equipes e para a condução mais segura dos casos pediátricos. As facilitadoras do evento incluíram a médica Joara Costa, as fisioterapeutas Taynã Klinger, Layra Dantas e Fernanda Gonçalves, além das enfermeiras Camila Araújo e Thiany de Jesus.

Principais orientações sobre bronquiolite

A pediatra e emergencista Joara Almeida alertou que a bronquiolite, frequentemente subestimada como um resfriado, pode evoluir para quadros graves e exigir internações em UTI. Ela destacou que a doença atinge sobretudo crianças menores de dois anos e pode ter evolução prolongada, com processo inflamatório na árvore broncoalveolar que, em alguns casos, persiste por até 30 dias e pode deixar sequelas.

Joara Almeida listou sinais de alerta para os pais: piora no apetite, sonolência, vômitos intensos, febre alta persistente e respiração ruidosa ou desconforto respiratório. O pico de piora costuma ocorrer entre 48 e 72 horas do início dos sintomas, e qualquer mudança na rotina da criança deve motivar busca por atendimento médico.

Fotos do evento foram registradas pela Ascom SES.

Com informações de Saude.se.gov

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