Hospital Cirurgia realiza segundo transplante renal com doador falecido em Sergipe

Claudio Vasconcelos
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O sistema público de saúde de Sergipe concluiu, no domingo de Carnaval, 15, o segundo transplante de rim proveniente de doador falecido realizado na Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC), em Aracaju. A intervenção reforça a retomada do serviço no estado, que havia sido reativado em janeiro com o primeiro procedimento do tipo na unidade.

De acordo com a chefe do serviço de transplante renal do hospital, Simone Oliveira, a segunda cirurgia sinaliza consolidação da equipe e amplia a possibilidade de tratamento para pacientes em diálise que aguardam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). “Executar o transplante aqui assegura maior equidade de acesso ao doente renal crônico, fortalecendo a rede estadual e oferecendo cuidado mais próximo da realidade desses pacientes”, declarou.

Distribuição dos órgãos

O rim esquerdo foi implantado no próprio Hospital de Cirurgia. O outro órgão seguiu para um receptor em Porto Alegre (RS) por meio do Sistema Nacional de Transplantes, enquanto as córneas permaneceram em Sergipe para atender receptores locais. A doação foi autorizada pela família de uma paciente que teve morte encefálica após sofrer um Acidente Vascular Encefálico (AVE).

Etapas até o transplante

Pacientes aptos a receber um rim são avaliados no ambulatório de pré-transplante do Hospital de Cirurgia. Depois dos exames e da confirmação de critérios clínicos, eles são cadastrados na lista de espera estadual. A convocação depende da disponibilidade de órgãos e dos parâmetros de compatibilidade imunológica definidos pelo Ministério da Saúde.

Importância para a saúde pública

O coordenador da Central de Transplantes de Sergipe, Benito Fernandez, ressaltou que manter os procedimentos no estado evita deslocamentos longos e onerosos de pacientes. “A doação de órgãos é o maior ato de benevolência humana. Em meio à dor da perda, a família decide ajudar quem aguarda na lista, permitindo que o transplante, que possui altas taxas de sucesso, aconteça”, afirmou.

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Imagem: Divulgação

Como tornar-se doador

No Brasil, a autorização para retirada de órgãos e tecidos depende do consentimento familiar, ainda que a pessoa tenha manifestado o desejo de ser doadora em vida. O protocolo inicia-se com a identificação de potenciais doadores em estado neurocrítico pela Organização de Procura de Órgãos (OPO). Após a confirmação da morte encefálica, a Central Estadual de Transplantes distribui os órgãos conforme regras do Sistema Nacional, sob fiscalização do Ministério Público.

Com dois procedimentos realizados em menos de dois meses, Sergipe reafirma o compromisso de ampliar o acesso a transplantes pelo SUS e reduzir o tempo de espera de pacientes renais crônicos.

Com informações de Saude.se.gov

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.