O Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, celebrado em 19 de junho, é uma oportunidade para refletir sobre a importância da doação de sangue. Para aqueles que vivem com essa condição hereditária, a doação é essencial, pois as transfusões são uma parte fundamental do tratamento e contribuem para a melhoria da qualidade de vida.
No estado de Sergipe, o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) desempenha um papel vital no cuidado de pacientes com doença falciforme, oferecendo acompanhamento especializado e suporte transfusional.
O superintendente e hematologista do Hemose, Richer Mota, ressalta a importância da unidade.
“O Hemose tem importância desde a confirmação diagnóstica até o suporte transfusional dos pacientes, que é uma das principais funções desempenhadas pela unidade. Estes pacientes podem precisar de transfusões em diferentes momentos da vida, por isso o acompanhamento especializado é fundamental”, destacou.
O fluxo de pacientes atendidos na unidade é constante, com novos casos sendo incorporados regularmente à linha de cuidado. Um exemplo é o caso de Jaciara Pereira, que descobriu que seu filho, Natan, era portador de anemia falciforme por meio do teste do pezinho. Após se mudar para Sergipe, Natan passou a ser atendido pelo Hemose e já recebeu transfusões durante internações.
“A gente descobriu a anemia falciforme quando fizemos o teste do pezinho. O atendimento que ele recebe é essencial para evitar crises e acompanhar seu estado de saúde. Sempre que preciso, encontro acolhimento e apoio”, afirmou Jaciara.
Antônio Vitor, de 27 anos, também depende do suporte transfusional. Sua mãe, Shirleide Santos de Souza, explica que as transfusões são indispensáveis para a saúde dele.
“Meu filho sempre precisa de transfusões de sangue. Eu só tenho a agradecer a Deus e a toda a equipe do Hemose pelo atendimento. O acolhimento é excelente”, relatou.
Richer Mota enfatiza que a disponibilidade de sangue é fundamental para garantir o tratamento dos pacientes.
“Nossos queridos doadores, que têm esse intuito de demonstrar amor e ajudar o próximo, contribuem diretamente para o tratamento das pessoas com anemia falciforme”, disse.
O gesto de doar sangue é visto como um ato de solidariedade. Jaciara destaca que cada bolsa doada representa uma chance de recuperação.
“Saber que uma bolsa de sangue doada está salvando a vida do meu filho é gratificante demais”, ressaltou.
Richer Mota também aponta a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a doença falciforme entre profissionais de saúde, para que possam oferecer um acolhimento mais adequado aos pacientes.
“Quanto mais os profissionais conhecerem a doença falciforme e suas particularidades, melhor será o acolhimento e a assistência oferecidos aos pacientes”, afirmou.
Além disso, ele destaca que a doença não afeta apenas a saúde física, mas também o aspecto psicológico dos pacientes e suas famílias.
“É importante promover a inclusão e ampliar o entendimento da sociedade sobre a doença, evitando preconceitos”, acrescentou.
O Hemose está constantemente buscando formas de melhorar a assistência, com reuniões frequentes da equipe multiprofissional para aprimorar a qualidade do atendimento.



Fonte: Saúde – Sergipe
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