O Centro de Hemodinâmica Dr. José Augusto Soares Barreto, instalado no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), realizou mais de 2.500 procedimentos nos primeiros dez meses de funcionamento, consolidando-se como referência em assistência cardiovascular no estado.
Desde a abertura, o serviço passou a atender rotina e urgências cardiológicas, reduzindo filas e acelerando atendimentos. A demanda por pacientes com doença coronariana aguda foi zerada em até dois meses, e procedimentos eletivos de cateterismo e implantes de marca-passo começaram a ser feitos com rapidez, em regime praticamente em tempo real. Atualmente, a unidade realiza entre 13 e 15 procedimentos por dia e dispõe de enfermarias próprias e leitos de UTI para acompanhamento pós-procedimento.
Quem faz o serviço e que procedimentos são ofertados
A equipe multidisciplinar é composta por médicos, enfermeiros, técnicos de radiologia, farmacêuticos, instrumentadores cirúrgicos, assistentes sociais e anestesistas. O serviço presta atendimento nas áreas de cardiologia intervencionista e vascular. Entre os procedimentos ofertados estão cateterismos, angioplastias, implantes de marcapasso, cardiodesfibriladores implantáveis (CDI), terapia de ressincronização e implante de Válvula Aórtica Transcateter (TAVI). Na área vascular, o centro realiza arteriografias, angioplastias de membros inferiores e implante de filtro de veia cava, entre outros.
O cardiologista intervencionista Thiago Lopes, coordenador da Hemodinâmica do Huse, informou que o volume alcançado traz benefícios à rede estadual, com diminuição do tempo de internação e melhor rotatividade de leitos, além de destacar a parceria com a Fundação Bahiana de Cardiologia na consolidação do serviço.
O coordenador das linhas de cuidado cardiovascular, José Edvaldo dos Santos, destacou o aumento da complexidade assistencial e a manutenção da qualidade. Segundo ele, a média de permanência dos pacientes no Huse varia entre 36 e 48 horas, índice considerado de excelência frente a grandes centros do país. Edvaldo também relatou que o tempo médio para o paciente chegar ao hospital caiu de até 24 horas para cerca de três horas, permitindo tratamento no momento adequado e melhorando os desfechos clínicos.
Pacientes e familiares têm relatado satisfação com o atendimento. O paciente José Nilton Alves de Macedo, submetido a implante de stent e marca-passo, descreveu o serviço como de grande importância e elogiou o atendimento. O irmão dele, Valmari Alves de Macedo, também ressaltou o acolhimento, a organização e a limpeza do ambiente.
Fotos: Valter Sobrinho
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