Comunicação e participação na rotina são parte da inclusão, mostra o caso
A inclusão no mercado de trabalho também passa pela possibilidade de se comunicar e participar da rotina profissional — é o que mostra a experiência de um grupo empresarial em Sergipe.
A inclusão no mercado de trabalho também passa pela possibilidade de se comunicar e participar da rotina profissional. No Dia Nacional do Surdo, celebrado em 26 de setembro, a experiência do Grupo HECA mostra como essa discussão pode chegar ao cotidiano das empresas: uma necessidade percebida na convivência entre colaboradores surdos e ouvintes levou à criação de um curso básico de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para profissionais de diferentes áreas.
O curso básico foi aberto a profissionais de setores variados, transformando em aprendizado coletivo aquilo que antes era uma dificuldade pontual do dia a dia. A proposta é que colegas ouvintes consigam sustentar uma conversa simples em Libras, sem depender de intermediários para as trocas da rotina de trabalho.

A experiência de Everson Oliveira, assistente administrativo do grupo, ajuda a dimensionar o desafio. Surdo, ele conta que já enfrentou situações em que a falta de acessibilidade dificultava a comunicação e a convivência em outros ambientes de trabalho. Ao chegar à empresa, também teve receio sobre como seria a comunicação com os colegas. “Quando entrei aqui, fiquei preocupado e pensei: “como vou me comunicar?””, relata.
Com informações da assessoria
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