28 de fevereiro de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado que o financiamento de novas moradias para famílias que perderam suas casas nas chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira seguirá o mesmo formato adotado no Rio Grande do Sul em 2024. A declaração foi feita após reunião, em Juiz de Fora, com os prefeitos Margarida Salomão (Juiz de Fora), José Damato (Ubá) e Matias Pereira (Matias Barbosa), além de outras autoridades locais.
Segundo Lula, a União oferecerá apoio integral às administrações municipais e às pessoas atingidas, contemplando assistência técnica, repasses diretos e linhas de crédito para pequenos empresários prejudicados pelos temporais.
Casas fora de áreas de risco
O presidente destacou que as novas residências não serão erguidas em encostas ou locais sujeitos a enchentes. Quando não houver terrenos seguros disponíveis, o governo federal aplicará o mecanismo de “compra assistida”: a família recebe um valor para adquirir imóvel novo ou usado em qualquer cidade do estado, com todos os custos cobertos pela União.
Sobrevoo e visitas
Lula desembarcou pela manhã em Juiz de Fora, município mais impactado, e sobrevoou regiões afetadas. Depois, visitou abrigos improvisados, conversou com moradores desalojados e percorreu pontos onde ocorreram deslizamentos e alagamentos. Além de Juiz de Fora, cidades como Ubá, Matias Barbosa, Divinésia e Senador Firmino registram danos significativos em moradias, vias públicas e prédios de serviços essenciais.
Medidas emergenciais
O governo federal liberou recursos para ações humanitárias, restabelecimento de serviços básicos e reconstrução de equipamentos públicos. Também foi anunciada a antecipação dos pagamentos do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) aos atingidos, bem como a autorização para saque do FGTS em situação de calamidade. Pequenos empresários terão acesso facilitado a crédito para recompor estoques e retomar atividades.
Levantamento de prejuízos
Durante o encontro com os prefeitos, Lula solicitou um relatório detalhado sobre os estragos na infraestrutura, saúde e educação. “O que for material nós vamos recuperar”, garantiu. Ele acrescentou que o socorro federal inde-pende de filiação partidária das administrações locais.
Comitiva ministerial
A visita contou com os ministros Jader Filho (Cidades), Alexandre Padilha (Saúde), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Wellington Dias (Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome), além do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira, e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Ao final do pronunciamento, a prefeita Margarida Salomão falou em nome dos municípios atingidos, assegurando que todas as demandas serão encaminhadas ao governo federal. A cerimônia terminou com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas das enchentes, que já somam 66 mortes segundo dados oficiais.
Com informações de Agência Brasil
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