Conselho de Segurança da ONU reúne-se de forma emergencial após ofensiva dos EUA e Israel contra o Irã

Robson Alves
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas abriu, na manhã deste sábado (28), uma sessão de emergência para discutir os recentes ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel em território iraniano. O encontro ocorre na sede da ONU, em Nova York, e está sendo transmitido ao vivo pela plataforma oficial de webtv da organização.

Composto por 15 países — cada um com direito a um voto —, o colegiado assume a responsabilidade primária pela preservação da paz e da segurança internacionais. A convocação extraordinária foi solicitada diante da escalada de violência no Oriente Médio, que resultou em centenas de mortos e feridos, além de preocupações sobre possíveis desdobramentos regionais.

Dados preliminares divulgados por autoridades locais apontam que a operação militar deixou pelo menos 201 mortos e cerca de 750 feridos no Irã. Segundo informações do governo israelense, aproximadamente 200 aeronaves participaram da ofensiva, atingindo mais de 500 alvos militares e estratégicos iranianos.

Na reunião deste sábado, os integrantes do Conselho devem avaliar se há caracterização de ameaça à paz ou ato de agressão, conforme estabelece a Carta da ONU. Caso cheguem a esse entendimento, podem recomendar soluções diplomáticas, impor sanções econômicas ou, em último caso, autorizar o emprego de força para restaurar a estabilidade na região.

De acordo com o documento fundador das Nações Unidas, todas as decisões aprovadas pelo Conselho são de cumprimento obrigatório para os 193 Estados-Membros. A Carta também determina que as partes envolvidas em um conflito busquem meios pacíficos de solução antes da adoção de medidas coercitivas.

Além dos cinco membros permanentes — China, Estados Unidos, Federação Russa, França e Reino Unido —, participam atualmente do Conselho de Segurança Bahrein, Colômbia, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá, República Democrática do Congo e Somália. Esses dez países ocupam assentos rotativos com mandatos de dois anos.

Em meio às discussões, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reiterou pedido de cessar-fogo imediato no Oriente Médio e apelou para que todas as partes envolvidas respeitem o direito internacional humanitário, evitando novas baixas civis.

A sessão extraordinária deve prosseguir ao longo do dia, com a expectativa de pronunciamentos de representantes do Irã, de Israel e de outras nações afetadas pela crise.

Com informações de Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.