Os ministros das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram em 11 de maio de 2026 dois editais destinados a ampliar o acesso à internet e a fortalecer serviços públicos em áreas com maior vulnerabilidade. A iniciativa prevê conectar até 3,8 mil unidades básicas de saúde (UBS) e tem recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).
Telessaúde
Um dos editais destina R$ 104 milhões para a conexão de até 3,8 mil UBS em todo o país, com o objetivo de ampliar a oferta de telessaúde no Sistema Único de Saúde (SUS) e beneficiar cerca de 2,5 milhões de pessoas que ainda enfrentam dificuldades de acesso à conectividade de qualidade.
O projeto integra o programa Agora Tem Especialistas, criado para agilizar diagnósticos, reduzir filas e acelerar atendimentos especializados na rede pública. Segundo o ministério, a adoção da telessaúde pode reduzir em até 30% o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.
A iniciativa prevê acesso a ferramentas digitais, realização de teleconsultas e troca de informações em tempo real, visando melhorar a eficiência do atendimento em locais distantes dos grandes centros. O foco são UBS que ainda não dispõem de acesso à internet, incluindo a instalação de banda larga e redes Wi‑Fi internas para otimizar gestão de medicamentos, agendamento de consultas e acesso remoto a exames e diagnósticos.
Empresas e provedores interessados devem apresentar propostas que contemplem a conexão por fibra óptica ou satélite e a implementação de redes Wi‑Fi dentro das unidades de saúde.
Conectividade
O segundo edital, com investimento de R$ 500 milhões, integra o programa Acessa Crédito Telecom e busca expandir a infraestrutura de internet em municípios remotos e de pequeno porte. Os recursos decorrem de uma operação de financiamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e serão destinados, principalmente, ao fortalecimento das Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs), responsáveis por grande parte da cobertura em cidades com até 30 mil habitantes e em localidades mais afastadas.
O edital prioriza a ampliação da banda larga fixa de alta velocidade em áreas rurais, ribeirinhas, comunidades indígenas e quilombolas. Além da infraestrutura, o programa prevê mecanismos para ampliar o acesso ao crédito para pequenos provedores regionais, estimulando concorrência e novos investimentos.
Diferentemente de outras linhas de financiamento, o processo selecionará novos agentes financeiros — bancos e instituições de fomento — para operar os recursos do BID no âmbito do Fust. Após credenciamento e cumprimento das regras do programa, esses agentes poderão abrir linhas de crédito diretamente aos pequenos provedores interessados em ampliar a conectividade em áreas menos atendidas do país.
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