A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou como negativa a escolha do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o Projeto de Lei Antifacção na Câmara dos Deputados. A nomeação foi feita pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), na sexta-feira (7).
Em mensagem publicada na rede social X, Gleisi afirmou que a indicação “contamina o debate” ao introduzir “objetivos eleitoreiros” do campo político de Derrite, atual secretário de Segurança Pública licenciado do governador paulista Tarcísio de Freitas. Apesar da crítica, a ministra reconheceu que a escolha do relator é prerrogativa do presidente da Câmara.
Projeto do Executivo
O texto enviado pelo Poder Executivo ao Congresso na última sexta-feira (31) cria o crime de organização criminosa qualificada, com pena de até 30 anos de reclusão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou a proposta prioritária para reforçar o combate a facções que exercem controle de territórios e atividades econômicas.
Retorno ao mandato
Derrite reassumiu o mandato parlamentar na quarta-feira (5) para conduzir a relatoria. Segundo Hugo Motta, a escolha de um deputado da oposição pretende assegurar uma análise “técnica e ampla”, com diálogo entre todas as bancadas.
Gleisi Hoffmann destacou que o governo “seguirá trabalhando no Congresso” para garantir que prevaleça o interesse público e a soberania nacional durante a tramitação da proposta.
Fonte: Agência Brasil
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