Ex-governador encerrou a disputa judicial após ter o registro negado pela Justiça Eleitoral. Os votos recebidos no primeiro turno podem deixar de ser contabilizados.
O ex-governador Anthony Garotinho desistiu de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter o indeferimento da sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. Com a decisão, os mais de 274 mil votos recebidos por Garotinho no primeiro turno podem ser anulados.
O político disputou o pleito sob condição judicial, depois que a Justiça Eleitoral negou o registro da candidatura. A defesa ainda tinha a possibilidade de levar o caso à última instância, mas optou por encerrar a disputa nos tribunais.
Em uma live nas redes sociais, Garotinho afirmou que o fato de não ter ido para o segundo turno foi determinante para a desistência de levar o recurso para instâncias superiores. Ele disse que entendeu haver perda do objeto do recurso quando percebeu que não alcançou a disputa no segundo turno.
“Na verdade, eu tomei essa decisão hoje de manhã exatamente porque eu entendi que houve perda do objeto. O meu objeto era que as pessoas votassem em mim e que eu tivesse possibilidade de disputar o segundo turno. Quando eu vi que isso não aconteceu, para mim, perdeu o objeto.”
A mudança pode ter impacto direto no resultado da eleição para o governo do Rio de Janeiro. Caso os votos dele sejam declarados nulos pelo TSE, o candidato Douglas Ruas passaria a ter 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para garantir a vitória ainda no primeiro turno.
Apesar da desistência do recurso, a situação da candidatura ainda depende de análise da Justiça Eleitoral. Enquanto isso, a contagem oficial segue considerando os votos atribuídos a Garotinho e mantém a previsão de segundo turno entre Douglas Ruas e Eduardo Paes.
A decisão de não recorrer encerra, por ora, a via de recursos junto ao TSE por parte da defesa. Ainda não há prazo para a conclusão da análise pelo Tribunal Superior Eleitoral sobre o eventual cancelamento dos votos.
O desfecho jurídico determinará se os votos serão considerados válidos ou se serão anulados, com efeitos diretos na composição final dos percentuais e na necessidade de disputa em segundo turno. Até que o TSE se manifeste, as urnas e os números oficiais permanecem como referência para a sequência do processo eleitoral.
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