BRASIL — Nesta domingo (17/05), uma série de atividades em diferentes cidades concentrou atenção na fibromialgia e pediu ações para garantir tratamento e direitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
- Em Brasília, o evento foi realizado no Parque da Cidade com sessões de acupuntura, liberação miofascial, orientações de fisioterapia e atendimento psicológico.
- Organizadores afirmam que a mobilização visa dar visibilidade à doença e pressionar por políticas públicas específicas no SUS.
- Uma lei federal de 2023 estabeleceu diretrizes para atendimento multidisciplinar às pessoas com fibromialgia, mas há relatos de dificuldade de acesso ao diagnóstico e tratamento especializado.
- O enquadramento legal permite acesso a direitos semelhantes aos de Pessoas com Deficiência, mediante avaliação biopsicossocial, e possibilita benefícios como auxílio-doença e BPC.
Atividades em Brasília
O encontro no Parque da Cidade reuniu profissionais e pacientes para oferecer intervenções práticas e informações sobre a síndrome. Foram realizadas sessões de acupuntura e liberação miofascial, além de orientações sobre fisioterapia e atendimento psicológico, com rodas de conversa para conscientização.
“É uma doença que não é visível, ela existe no nosso corpo, mas não ninguém vê”. — Ana Dantas, servidora pública
O que é a fibromialgia
A fibromialgia é uma síndrome crônica marcada por dores musculares e articulares difusas, frequentemente acompanhadas de fadiga intensa, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e alterações de humor. A condição não causa inflamações visíveis, mas impacta a qualidade de vida e a capacidade de trabalhar e realizar tarefas diárias.
“Coisas que a gente fazia ali durante ali 20 minutos se gasta umas três ou quatro horas para poder finalizar. É tudo muito lento, tem a questão do esquecimento, a gente esquece as coisas fácil, além da dor que a dor é toda do corpo.” — Ana Dantas, servidora pública
Direitos e acesso pelo SUS
Em 2023, uma lei federal passou a orientar o atendimento às pessoas com fibromialgia no SUS, determinando ações como atendimento multidisciplinar, divulgação de informações e capacitação de profissionais. Ainda assim, pacientes relatam que o diagnóstico e o tratamento especializado nem sempre estão disponíveis na prática.
O enquadramento da condição permite que pacientes pleiteiem direitos semelhantes aos de Pessoas com Deficiência, desde que aprovados em avaliação biopsicossocial, e abre caminho para benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para informações institucionais sobre políticas de saúde, consulte o Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude.
“A nossa mobilização é no intuito de buscar políticas públicas, adequar a demanda da comunidade fibriomiálgica no SUS”. — Ana Dantas, servidora pública
Tratamento e acolhimento
O manejo da fibromialgia combina medicamentos para dor e sono, exercícios orientados (como caminhadas e hidroginástica), fisioterapia, terapias psicológicas e técnicas de relaxamento. Embora não haja cura definitiva, essas medidas podem controlar sintomas e preservar a qualidade de vida.
“Nesse processo de abordagem da doença a gente desenvolve a consciência, é o que a gente chama de psicoeducação, sobre tudo o que envolve essa condição, as limitações. Porque afeta a autoestima de muitas mulheres, justamente porque elas ficam muito limitadas, então é muito importante saber como lidar e receber acolhimento”. — Mariana Avelar, psicóloga
“Na prática, apesar da lei, o acesso a benefícios e direitos ainda é muito burocrático. E muitos profissionais ainda não sabem inclusive dessa lei e como abordar o problema. A lei precisa pegar de verdade”. — Flávia Lacerda, enfermeira
Acompanhe mais sobre fibromialgia na editoria de Saúde.
Crédito da imagem: Reprodução / Agência Brasil
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