Festas de fim de ano elevam consumo de álcool e ampliam riscos, diz psiquiatra

Claudio Vasconcelos
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O aumento do consumo de bebidas alcoólicas durante as confraternizações de Natal e Ano-Novo potencializa riscos à saúde física e mental, segundo a psiquiatra Alessandra Diehl, membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abad).

Não há dose segura

De acordo com Diehl, documentos recentes endossados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçam que qualquer quantidade de álcool pode ser prejudicial. A especialista frisa que não existe “consumo seguro”.

Problemas frequentes

Entre os incidentes mais comuns no período festivo estão quedas, intoxicações e menor supervisão de crianças por adultos alcoolizados. Pronto-atendimentos pediátricos costumam registrar casos de ingestão acidental de bebida por menores. A médica também cita maior agressividade, conflitos familiares e o perigo de dirigir sob efeito de álcool, além da combinação com medicamentos.

Período crítico para quem está em recuperação

Pessoas que já enfrentam problemas com bebida enfrentam um momento mais delicado, com maior risco de recaída, pois a oferta de álcool se intensifica e há forte glamourização social.

Impactos na saúde mental

Segundo a psiquiatra, muitos recorrem à bebida para lidar com tristeza, ansiedade ou frustrações características do fim de ano. O álcool, alerta ela, pode agravar sintomas de ansiedade e depressão já existentes.

Consumo entre adolescentes

O 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), divulgado em setembro de 2025 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostrou queda na proporção de adultos que bebem regularmente (de 47,7% em 2012 para 42,5% em 2023), mas aumento do consumo pesado entre menores de idade, que passou de 28,8% para 34,4% no mesmo período.

Diehl reforça que adolescentes não devem ingerir álcool por motivos legais e biológicos, já que o cérebro ainda está em desenvolvimento. Ela critica famílias que permitem a prática em casa e defende presença familiar ativa e mensagens claras de que a bebida não deve ser o centro das celebrações.

Fonte: Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.