Exploração sexual infantil concentra 64% das denúncias de crimes on-line no país, diz SaferNet

William Kevim
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Brasília – Entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2025, 64% das denúncias anônimas recebidas pelo Canal Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos da ONG SaferNet trataram de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Os dados constam de relatório divulgado nesta quarta-feira (20).

O documento destaca que o canal também recolhe notificações de outras infrações virtuais – como racismo e violência contra a mulher – mas quase sete em cada dez registros envolvem conteúdo de exploração infantil. A organização lembra que, nessas situações, “não existe consentimento”, havendo sempre relação de violência, coerção ou exploração.

Pico após vídeo viral

Em agosto, os números saltaram. Entre os dias 1º e 18, foram protocoladas 6.278 denúncias sobre suspeitas de abuso sexual de menores. Mais da metade (52%) ocorreu após a publicação do vídeo Adultização, do influenciador Felca, que denunciava a exposição de crianças nas redes sociais. A gravação ultrapassou 40 milhões de visualizações na primeira semana e levou o canal da ONG a registrar picos de até 500 queixas por dia.

O termo “adultização” passou a ser associado a um projeto de lei que estava parado na Câmara dos Deputados e ganhou o apelido de “PL da Adultização”. Aprovado pelo Senado em 2024, o texto entrou em regime de urgência na Câmara na terça-feira (19) e trata de medidas para proteger crianças e adolescentes na internet.

Uso de inteligência artificial

O relatório também chama atenção para o crescimento do uso de inteligência artificial na produção de material ilegal. Segundo a SaferNet, a tecnologia vem sendo empregada para manipular imagens reais de crianças – incluindo influenciadores mirins e pessoas anônimas – e para criar cenas inteiramente artificiais que simulam abusos.

Apesar de geradas digitalmente, essas representações provocam danos concretos, afirma a ONG, que menciona humilhação, impacto psicológico e risco de extorsão das vítimas. A entidade ainda alerta para a velocidade de propagação desses conteúdos, potencializada pelas ferramentas de IA.

Com informações de g1.globo.com

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.