EUA isentam carne e café brasileiros de tarifa de 25%

Robson Alves
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Produtos que representam um terço das exportações brasileiras aos EUA escapam da sobretaxa anunciada nesta quarta. Brasil rejeita legitimidade da medida americana.

Itens de aviação civil, petróleo, carne bovina e café, que representam cerca de um terço das exportações do Brasil para os Estados Unidos, não estarão sujeitos às novas tarifas impostas por aquele país.

Na quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. Além disso, estão isentos dessa cobrança extra produtos como celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja.

“O Brasil diz que não reconhece a legitimidade da investigação do USTR e que não há justificativa para essas medidas”, afirmou um representante do governo brasileiro.

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Por outro lado, alguns setores enfrentaram a taxação, incluindo ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola e máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

As isenções foram estabelecidas pelos Estados Unidos para produtos que não são produzidos internamente em quantidade suficiente ou a preços razoáveis, evitando assim escassez no mercado consumidor e perturbações na economia estadunidense.

As tarifas de 25% foram anunciadas no dia 15 e entrarão em vigor no próximo dia 22, após uma investigação do USTR. O escritório justificou essas taxas afirmando que certas práticas adotadas pelo Brasil oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores dos EUA.

O governo brasileiro manifestou sua oposição às novas tarifas, afirmando que não reconhece a legitimidade da investigação e que não há justificativas para tais medidas. Além disso, o Brasil anunciou que iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e reabrirá a questão no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.