Entenda como sob pressão de reguladores, meta vai suspender personagens de ia para adolescentes nas próximas semanas

William Kevim
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A Meta Platforms decidiu retirar, nas próximas semanas, o acesso de usuários menores de 18 anos aos seus personagens de inteligência artificial em todos os aplicativos da companhia, em resposta a questionamentos de órgãos reguladores sobre a segurança de crianças e adolescentes.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (23), a empresa informou que a interrupção ocorrerá globalmente e permanecerá em vigor até que uma nova experiência, desenvolvida especialmente para esse público, esteja concluída. “Os adolescentes deixarão de ver e de conversar com os personagens de IA em nossos apps até finalizarmos a atualização”, declarou a companhia.

De acordo com a Meta, a próxima versão trará controles parentais nativos, permitindo que responsáveis definam limites e acompanhem as interações dos filhos com os chatbots. A empresa acrescentou que pretende balizar todo o conteúdo destinado a adolescentes pelo sistema de classificação indicativa de filmes PG-13, com o objetivo de evitar temas considerados inadequados.

Em outubro do ano passado, a companhia já havia divulgado uma prévia das ferramentas de supervisão, entre elas a possibilidade de bloquear chats privados entre jovens e os personagens de IA. Na ocasião, a iniciativa surgiu após críticas severas ao comportamento dos chatbots, mas as funções anunciadas ainda não chegaram ao público.

A pressão para reforçar a proteção de menores não se restringe à Meta. Nos Estados Unidos, autoridades intensificaram a fiscalização sobre possíveis danos provocados por sistemas de inteligência artificial. Em agosto, reportagem da Reuters apontou que as regras internas da empresa permitiam diálogos de teor provocativo com menores, ampliando o debate sobre riscos de exposição.

O cenário regulatório também avança em outras regiões. No Brasil, o projeto conhecido como “ECA Digital” prevê que adolescentes com menos de 16 anos vinculem suas contas às dos responsáveis. Já a Austrália iniciou um movimento para proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, evidenciando a tendência de endurecimento das normas.

A Meta não detalhou a data exata da suspensão nem forneceu cronograma para o lançamento da versão revisada. Enquanto isso, usuários adultos continuarão a utilizar normalmente os personagens de inteligência artificial, recurso que tem sido promovido pela empresa desde o ano passado.

Com a mudança, adolescentes deverão receber nos próximos dias notificações dentro dos aplicativos alertando sobre a restrição temporária. A companhia afirma que divulgará novas orientações assim que os testes da experiência adaptada forem concluídos.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.