A Foundation Future Industries (FFI), startup sediada em São Francisco, revelou o Phantom-01, primeiro robô humanoide da companhia voltado ao mercado militar. A plataforma, exibida em transmissão da Record, foi projetada para atuar de forma autônoma em logística, navegação e, futuramente, na identificação de alvos e no manuseio de armas durante conflitos.
Com 1,80 metro de altura e 80 quilos, o Phantom-01 transporta cargas de até 40 quilos e alcança velocidade máxima de 6,1 km/h, desempenho superior ao ritmo médio de caminhada de uma pessoa. Neste momento, o equipamento passa por treinamento para funções não letais, como movimentação de materiais em fábricas, mas a meta de longo prazo da empresa é inseri-lo em operações militares.
Supervisão humana permanece obrigatória
Em entrevista à agência Reuters, o fundador da FFI, Sankaet Pathak, declarou que o objetivo é chegar a robôs “totalmente autônomos”. Contudo, reforçou que qualquer ação envolvendo armamento exigirá comando humano, modelo semelhante ao empregado em drones de guerra capazes de se locomover e reconhecer alvos de maneira independente, mas que dependem de autorização para disparar.
“Vemos necessidade de um comando humano antes de executar qualquer operação com armas. Até esse ponto, muitas tarefas de pegar, colocar e mover objetos — essenciais na logística, na manufatura e no gerenciamento de suprimentos em cenários de defesa — precisam ocorrer de forma autônoma”, afirmou Pathak.
Proteção contra ciberataques e nova geração
Para reduzir vulnerabilidades, o Phantom-01 opera com um computador embarcado, dispensando comunicação constante com redes externas. A FFI acredita que essa arquitetura diminui o risco de invasões cibernéticas.
A empresa prevê apresentar a segunda geração do robô em abril. Segundo Pathak, o novo modelo será mais simples de fabricar em escala industrial, o que permitiria a venda de milhares de unidades ainda em 2026.
Concorrência crescente no setor
O Phantom-01 chega a um mercado que já conta com projetos como o Optimus, da Tesla; o Digit, da Agility Robotics; e o Apollo, da Apptronik. Todos disputam contratos nos segmentos de logística e defesa, setores que buscam reduzir riscos humanos em missões perigosas e otimizar cadeias de suprimento.
Apesar da concorrência, a FFI aposta na combinação de autonomia local, capacidade de carga e promessa de integração futura com sistemas de armamento, sempre sob supervisão humana, para conquistar espaço em forças armadas interessadas em tecnologias de última geração.
Com informações de G1
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