Dorival Júnior e Fernando Diniz buscam redenção na final da Copa do Brasil

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Corinthians e Vasco decidem a Copa do Brasil neste domingo, às 18h, no Maracanã. Além da taça, o confronto representa a chance de redenção para os técnicos Dorival Júnior e Fernando Diniz, que tiveram passagens recentes e frustrantes pela seleção brasileira.

O caminho de Dorival

Dorival Júnior assumiu o comando da seleção em janeiro de 2024, credenciado pelos títulos da Copa do Brasil com São Paulo e Flamengo, além da Libertadores de 2022 pelo clube rubro-negro. Em 14 meses, somou sete vitórias, sete empates e duas derrotas (58% de aproveitamento), mas caiu nas quartas de final da Copa América diante do Uruguai e deixou o time perto de ficar fora do Mundial. A demissão veio em 28 de março, três dias após a goleada de 4 a 1 sofrida para a Argentina, em Buenos Aires, pelas Eliminatórias.

Substituído pelo italiano Carlo Ancelotti, o treinador de 63 anos voltou a defender profissionais brasileiros depois de eliminar o Cruzeiro, comandado pelo português Leonardo Jardim, nas semifinais da Copa do Brasil. “Nós estamos sendo desrespeitados em todos os aspectos e sentidos”, declarou.

No Corinthians

Anunciado em abril, Dorival admitiu a decepção com a seleção: “Frustração? Ficou. Me preparei para estar lá, mas estou recuperado”. À frente do Corinthians, tem 42 jogos, 17 vitórias, 12 empates e 13 derrotas, com 50% de aproveitamento. Mesmo eliminado na Sul-Americana e ocupando a 13ª posição no Brasileirão, pode conquistar seu quarto título de Copa do Brasil e igualar Luiz Felipe Scolari como recordista da competição.

A trajetória de Diniz

Fernando Diniz ganhou projeção em 2016 ao levar o Audax ao vice-campeonato paulista, superado justamente pelo Santos de Dorival. Considerado de estilo ousado, estreou em um grande clube em 2018, no Athletico-PR, e passou por São Paulo, Santos e Vasco antes de chegar ao Fluminense. No time carioca, conquistou a Libertadores de 2023 e, paralelamente, foi chamado pela CBF para dirigir a seleção interinamente enquanto a entidade negociava com Ancelotti.

Diniz na seleção

O técnico comandou a seleção em seis partidas das Eliminatórias para a Copa de 2026: vitórias sobre Bolívia e Peru, empate com a Venezuela e derrotas para Uruguai, Colômbia e Argentina, somando 38% de aproveitamento. Deixou o cargo em janeiro do ano passado. “Queria que tivesse sido diferente, mas são águas passadas”, afirmou ao sair.

Temporada instável e retorno a São Januário

Em 2024, Diniz foi demitido do Fluminense em junho após apenas uma vitória em 11 partidas do Brasileirão. Posteriormente assumiu o Cruzeiro, perdeu a final da Sul-Americana para o Racing e saiu no início de 2025. No Vasco desde maio, montou um elenco competitivo suficiente para eliminar Botafogo e Fluminense nos mata-matas da Copa do Brasil, apesar do 14º lugar no Campeonato Brasileiro.

Final em aberto

O primeiro duelo da decisão terminou 0 a 0. Caso a igualdade permaneça no placar agregado, o campeão será definido nos pênaltis. Para Dorival e Diniz, erguer o troféu no Maracanã significará não apenas um título de peso na temporada irregular de suas equipes, mas também a chance de reescrever a própria trajetória após reveses no comando da seleção.

Fonte: Futebol Interior

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