Dólar recua ao menor nível em três semanas e bolsa dispara 1,22%

Robson Alves
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Os mercados financeiros reagiram positivamente nesta quinta-feira (9). Com alívio nas tensões no Oriente Médio, o dólar caiu a R$ 5,12 e o Ibovespa avançou com força.

Na quinta-feira, dia 9, o dólar apresentou uma queda significativa, alcançando o menor nível em três semanas. Essa movimentação ocorreu apesar das tensões contínuas entre os Estados Unidos e o Irã. O índice da bolsa de valores também teve um desempenho positivo, subindo 1,22%, enquanto o petróleo registrou uma queda de mais de 2% no mercado internacional.

Os mercados refletiram uma melhora no apetite global por risco, com expectativas de que a escalada dos conflitos no Oriente Médio não será prolongada.

Os principais números do dia foram os seguintes:

Dólar: -0,5%, cotado a R$ 5,123

Ibovespa: +1,22%, fechando aos 172.742,12 pontos

Petróleo Brent: -2,2%, a US$ 76,30 por barril

Em 2026, o dólar acumula uma queda de 6,65%, enquanto o Ibovespa registra uma alta de 7,21% no ano.

O dólar, em particular, encerrou o pregão cotado a R$ 5,123, apresentando uma desvalorização de R$ 0,029 (-0,5%). Este foi o menor fechamento da moeda desde o dia 17 de junho. A moeda norte-americana seguiu a tendência observada no exterior, onde perdeu força frente a diversas divisas, como o euro e o iene, além de moedas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano.

Apesar do feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo, o mercado de câmbio operou normalmente, embora com um volume menor de transações. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,156, por volta das 10h, e R$ 5,1129, às 15h.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, apresentou uma queda de 0,08%, atingindo 100,940 pontos.

No que diz respeito à bolsa, o Ibovespa conseguiu interromper uma sequência de três dias em queda, fechando em alta de 1,22%. Esse desempenho positivo foi impulsionado pelo avanço das bolsas nos Estados Unidos e pela redução dos prêmios de risco no mercado internacional, o que também contribuiu para a diminuição da curva de juros no Brasil.

Apesar da recuperação de ontem, o Ibovespa ainda acumula uma queda de 0,76% na semana. Em julho, o índice apresenta uma alta de 0,42% e, no acumulado de 2026, chega a 7,21%.

Quanto ao petróleo, após ter alcançado o maior nível em duas semanas na quarta-feira, o barril do tipo Brent, referência para negociações internacionais, registrou uma queda de 2,2%, fechando a US$ 76,30. O barril WTI, do Texas, também recuou 2%, sendo cotado a US$ 72,08.

A correção do petróleo ocorreu mesmo com a continuidade dos ataques entre Estados Unidos e Irã e as dificuldades no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, um ponto crucial onde cerca de 20% do petróleo mundial é comercializado. O mercado começou a reduzir parte do prêmio de risco geopolítico após relatos de esforços diplomáticos visando uma possível retomada das negociações entre Washington e Teerã, diminuindo o receio de uma interrupção prolongada na oferta global da commodity.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.